sexta-feira, 23 de junho de 2017

SOBRE AS DROGAS.

Janis durante a tour em Frankfurt estava completamente sóbria, aliás, tocar com músicos profissionais a fez ficar mais séria em relação a isso. E notável seu alto poder de performance.
Bandas como a Full Tilt Boogie Band e a Kozmic Blues Band ficou mais do que provado que não podia ser do jeito que ela pensava apesar do seu potencial. Janis morreu porque estava muito tempo sem usar droga há mais de meses, estava gravando o disco que acabou saindo como póstumo o antológico "PEARL".
Seu corpo não aguentou a dose muito pura do cavalo branco e finalmente o cavalo branco a derrubou.
E o resto é história.
Droga e arte realmente não combina com nada, aliás, gozações à parte, ACHO ESSA COISA DA DROGA UMA MERDA.
Aliás, nunca entendi direito porque tanta gente se droga...Se consegue ser louco sem ela e muito mais...E o melhor, no controle total da situação.Quando comento sobre droga me refiro também ao álcool, ansiolítico, barbitúrico, anfetamina, Metedrina ou Metanfetamina, Speed e derivados...Todas elas são uma bosta.
Trabalhei por 20 anos de meia-noite a seis da manhã e via como os meus colegas se drogavam para continuarem acordados. Nunca precisei porque sacava que a energia estava no ar, bastava catalisar a mente e andar focado
E a contradição dessa história é que a grande maioria com aquela cara de bom moço, cabelinho cortado, barbinha feita, casados com filhos, na seção inteira somente eu com esse layout...E o mais sóbrio. Soube num outro dia que muitos já morreram... 
E quando a cocaína entrou no sistema bancário, ai foi aquela festa nos anos 80.... Sem cheiro, sem fumaça... Em cinco anos muitos morreram subindo morro atrás dessa merda branca. Era notável a turma toda elétrica por conta da cocaína...
Nos anos 70 tinha uma galera que pegava pesado, mal saia de casa parava numa esquina para tomar uma picada direto na veia, era muito comum naquela época. Eles misturavam anfetamina com água destilada e saiam do ar... As meninas tomavam na perna, coxas para não dar bandeira.
Tinha uma galera com os braços todos furados...Dava pena, eu deveria ter uns 14 anos..
Alguns perderam a perna por conta de atravessar a rua muito doido, uns morreram de overdose....Esse foi o lado negro dos anos 70. E hoje temos o crack e outras merdas... 
Janis era assim mesmo, levantava de manhã e dizia vou tomar uma picada, alguém falava, porque você está fazendo isso?
Ela respondia: Porque não tem nada pra fazer...
E bem por ai...
Quer um conselho, MANTENHA-SE LONGE DELAS...é fácil, ensine o seu cérebro a entender o significado da palavra EU NÃO PRECISO DISSO, simples assim, não precisa virar crente, ficar chato, moralista, reacionário e nem vai perder amizade por ser limpo. Sem querer tirar onda, sou o maior exemplo disso, quem me conhece sabe.


quarta-feira, 21 de junho de 2017

JANIS- NO OI FUTURO...OU DE VOLTA AOS ANOS 70.

De fato o espetáculo Janis surpreende por vários aspectos:
 O Contexto histórico do monólogo-concerto-espetáculo que permeia em detalhe a vida de Janis Lyn Joplin (Pesquisa sublime) de Diogo Liberano que teceu a história perfeita de Janis, não esqueceu nem sua aparição no Programa Dick Cavett Show, suas cartas para sua mãe e familiares, o detalhe dos gatos, seu drama...enfim, tudo muito detalhado.
Sobre Carol Fazu revivendo Janis Joplin.
 A interpretação e dote vocal da protagonista Carol Fazu reencarnando Janis sem ser caricata, expressão facial, modo de dançar, pronúncia perfeita das letras, amor, devoção e entrega pelo Universo Joplineano. Carol Pazu passa uma credibilidade sem precedente, como um atestado de qualidade indiscutível e indescritível ao retratar Janis, o mais interessante: Duas cantoras brancas soando negroíde a cada canção, a cada lamento, é o Grito do Escravo negro norte-americano sofrendo na plantação de algodão e nesse sentido, ambas são fidedignas. Além de uma potência vocal que alcança uma extensão surpreendente  no modo de cantar e interpretar Janis Joplin, Seu timbre é forte e bem afinado.
Sobre a equipe técnica que compõe o monólogo-concerto-espetáculo destaco:
Um figurino belíssimo pela equipe de Humberto Silva Jr onde realmente Carol Fazu é a própria Janis e ainda um salve para a preparação vocal de Patricia Maia que soube extrair toda a musicalidade da protagonista que sabe o que faz o tempo todo.
Sobre a banda:
Uma formação exemplar tudo muito bem tocado, indo além do Big Brother&Holding Company, sustentado por um baterista cuidadoso, timbre belíssimo com Eduardo Rorato.
Um guitarrista canhoto de 19 anos Arthur Martau tocando muito e um timbre simplesmente divino. Antonio Van Ahn pilotando um teclado com um som de Hammond emulando uma caixa Leslie perfeito, o sax tenor  de Gilson Freitas colocado com maestria nos temas em que o instrumento é exigido por conta do arranjo original...e o baixo elegantérrimo de Marcelo Müller sustentando e fraseando no momento certo.
Se Janis Joplin precisou de uma banda melhor do que a formação original do BBHC adotando a furiosa e competente Full Tilt Boogie Band para expandir seu canto e performance, no Monólogo-concerto-espetáculo  “Janis” isso não é necessário, a banda decola com ela durante os 80 minutos.
Tudo soa perfeito demais.. O monólogo-concerto-espetáculo  suplanta o distorcido  “é parecido”, “soa igual”...Tudo vai muito além do quesito comparativo...Tudo é vivo demais...Agora abrir com "Ball and chain" fez as lágrimas descerem..."Summertime" é ponto alto do espetáculo-concerto em meio ao alto nível apresentando.
Aspecto técnico:
Em relação à parte técnica, algo realmente belo de ser ver, ouvir e sentir, começando pela iluminação é um espetáculo à parte a cargo de Fernanda e Tiago Mantovani, o som por Branco Ferreira soa limpo, claro e sem perder o punch dos anos 70.
De fato, o mundo acabou nos anos 70 e no Oi Futuro com Carol Fazu e essa banda... Ela vive por 80'.  Foi duro ficar sentado e a emoção tomando conta a cada intervenção de Carol e os temas sendo costurados com maestria.

#JANISVIVECAROLFAZU