sexta-feira, 22 de setembro de 2017

CAUSOS DA ELDO POP E OS ANOS 70.

 Eldo pop entrava no ar 7 da manhã e saia do ar as duas da madrugada de segunda domingo.
Tocando todo o acervo do Big Boy(afinal de contas) a rádio só existiu por conta dos seus discos.
Era rock, prog, temas longos, discos inteiros, Mpb de boa qualidade, rock nacional...E não tinha locução, não dizia o nome da banda, do músico, apenas as vinhetas e comerciais da época.
Como:
"poupe sua energia, use a nossa Light".

"Que lê jornal sabe mais e quem lê o Globo sabe muito mais ainda"

"Quem tiver seu carro rebocado pelo Detran no carnaval 76 só poderá pegar na quarta-feira de cinzas"

Spot de notícias da finada ELDO-POP.

 Em uma época sem a WWW entre 71 a 78.
Big Boy carregava uma maleta de couro com raridades em 45rpm, o que era na época chamado de "Segredo de Estado," ele não mostrava pra ninguém apenas tocava os discos.
De 71 a 78, a Eldo-pop foi o primeiro lugar no IBOPE, e o mais interessante bancado pelas ORGANIZAÇÕES GLOBO em plena Ditadura.
Outro fato curioso:
Durante um longo tempo morei na Rua Cândido Mendes, Glória e pertinho da Rádio Globo onde ficava a Eldo Pop.
Constantemente passava por ela para ver se reencontrava o Big Boy que já havia falecido. Coisa de doido isso.
Agora tragédia mesmo foi dormir numa noite qualquer de Setembro de 78 e acordar no dia seguinte sem a ELDO-POP, ela tinha saído do ar e ocupando o dial com a nefasta rádio 98.1 Mhz tocando música comercial, com locução, propaganda e sem o Big Boy.
Era o fim de um sonho de música de qualidade... Bom, por sorte ainda era os anos 70 e muito som já estava rolando.
Em relação aos discos um outro ritual se formava entre a malucada ligada no som o ato de ouvir disco.
Porque todo lançamento era cercado de lenda, era papo de doidão de fato e de direito passado de maluco para maluco. Era conversa que só o cara ligado no som entendia e o resto boiava...
A cada esquina era o ponto de convergência do que é chamado hoje de rede social de compartilhamento de informação.
A loja de disco, livraria, banca de jornal ou em uma biblioteca de bairro era o Google dos anos 70.
E finalizo assim esse pequeno texto de um tempo que não ficou no passado:
Olhando por um outro prisma passei de 71 a 78, ouvindo direto a Eldo-Pop, não foi nada mal não é mesmo?

conversa que só o cara ligado no som entendia, o resto boiava.que todo lançamento era cercado de lenda, era papo de doidão de fato e de direito passado de maluco para maluco.(70)
o de doidão de fato e de direito passado de maluco para maluco.(70)e todo lançamento era cercado de lenda, era papo de doidão de fato e de direito passado de maluco para maluco.(70)



terça-feira, 19 de setembro de 2017

MUDANDO DE ASSUNTO-DIFERENTE ATO DE OUVIR

Mudando de assunto...
Perceber piano, instrumento de sopro, guitarra não chega a ser tão complexo com todo respeito.
Para uma boa percepção ouvir a bateria peça por peça e a linha do baixo elétrico ou acústico de coloca apto a perceber o que cada músico executa.
Numa Orquestra Sinfônica, a dificuldade é mais profunda, ela trabalha em naipe. O melhor é ir percebendo os instrumentos da região grave, médio grave e sub-grave.
Ai é prática pura da ESCUTA propriamente dita.

Na família das cordas temos Violino, viola, violoncello aqui merece uma atenção.
Clarinete(3), Fagote(2), contra fagote, o grau de exigência é maior..
Depois basta lembra de um instrumento que vive anunciando sua chegada A Trompa(4)
Metais em brasa como trombone, trombone tenor, trompete(ou clarim nomenclatura antiga).
Seção de percussão no final é bom ficar ligado no que cada um executa.
Família dos contrabaixos geralmente 4.
1º Violinos(15) do lado esquerdo...Na sequência a turma dos Violoncelos.
Do lado direito o segundo escalão dos violinos(12)
Viola segue nessa sequência(10) para um densidade nos médios em contraposição dos violinos.
E por aí vai...
Como proferiu o finado Marcelo Rezende.
Com o seu jargão "Dá trabalho pra fazer".
Aqui é DÁ TRABALHO PRA ESCUTAR.

Nenhum texto alternativo automático disponível.

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

FRAGMENTOS...ARTE, SOM E ESCUTA


No geral o povo não sabe ouvir e nem escutar música.

Ela ultimamente tem servido de fundo para uma conversa cada vez mais alta e o som em último plano.
Em pleno processo de extinção, o curtidor de som de concerto.

A música, o som é uma arte. Arte ver, ouvir, tocar, sentir, apreciar. E respeitar de quem a produz.


Olha, deve ter algo muito de errado hoje.

No meu tempo(anos 70,80) e forçando uma barra para os 90, o quadro não era esse. E tenho apenas 56 anos...Tenho certeza disso...

Na arte da percepção, apreciação e escuta não existe lugar para achismo. Ela acontece em tempo real, se não prestar atenção perde o bonde do som. A concentração e entrega do som depende de uma união estável entre quem produz e de quem a ouve.
Se um lado bobear...Já era.

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

E um breve comentário sobre jazz.


E um breve comentário Coltraneano...

Ele criou o seu mundo de som, que influenciou não somente ao jazz, mas também a música clássica contemporânea, o pop, rock e funk.
Ele também praticou uma imersão em várias etnias de nosso planeta, em especial a música asiática, a africana e a do Oriente Médio. Coltrane pegou tudo isso, e colocou na música ocidental...

Coltrane se inspirava tocando com Miles que por sua vez inspirava Miles, no vídeo do tema "So What? Coltrane improvisa criativamente na variação de dois acordes desse tema.


O quarteto de Coltrane rapidamente colocou-se na vanguarda do jazz moderno.
Contudo, Coltrane não era desses músicos que se contentava com uma fórmula.
Estava interessado em fornecer uma maneira aos jovens músicos que recebiam entusiasticamente o espírito livre do seu som.
E assim é feita a entrada de Eric Dolphy e mais um vez o COLTRANE SOUND ganha novo rumo.


No quarteto de Coltrane, um cara merece a menção especial, Elvin Jones, sua liberdade e pulsação deixava Trane voando cada vez mais alto...

Durante o seu crescimento espiritual que teve, refletiu-se em seu som.
O disco "OM" foi o início, como começa todo o Mantra.
E assim, Trane mudando tudo...



Um relato.
Quando comecei a ouvir novamente esse disco "A Love Supreme" pela manhã a caminho da UniRio.
Um arrepio invadia o meu ser...
Ficava até com medo de sair do ar...Isolado do mundo através do fone...
Ficava calado o tempo todo...eu colocava o disco inteiro na função repeat, ele ia tocando sem parar a manhã toda...
Comecei a perceber cores que ainda não tinha captado.
E disse: O som do Trane é alienígena.
É a comunicação extra-terrestre no mais alto grau de PES(Percepção extra-sensorial)





Com Hermeto foi a mesma coisa...vendo pela primeira em 78 no melhor Festival de Jazz de SP.
Pensei comigo mesmo, caramba!! tudo soa diferente, é uma fusão de brasilidade com o ritmo brasileiro tocado de uma forma experimental.
A linha da improvisação não é baseada na estrutura do jazz, é oriunda do elemento criativo de cada um dos seus músicos.
A linha melódica traça uma conversa com a seção rítmica fora do beat do jazz, e tudo muito solto, o diálogo é livre entre eles.


 Com Hermeto, Trane, Miles, Bird, o som nunca mais foi o mesmo...



terça-feira, 5 de setembro de 2017

O JAZZ- UMA FORÇA ARREBATADORA


O jazz tem disso, ele te pega de um jeito que você não larga mais.

Adoro rock, progressivo, blues, Fusion, Clássico, instrumental brasileiro e na minha mente tem lugar para tudo e graças a minha pré-disposição entendo qualquer coisa musicalmente falando sem me ater a pré conceito, preconceito ou qualquer ato fundamentalista ligado a musica e os seus criadores não importando a vertente.
Mas o Jazz tem algo mágico, a linha da improvisação é sempre fascinante, o beat é a arrebatador, o baixo andando é surpreendente, o piano constrói e desconstrói tudo no tema...a bateria vem quebrando tudo na concepção ritmica, os metais ficam em brasas.
É o jazz que vive e sinto a cada dia da minha existência na Terra.
É um cara foi responsável por isso tudo, JOSÉ DOMINGOS Raffaelli, pai do grande camarada Flavio Raffaelli 
OBRIGADO

domingo, 3 de setembro de 2017

SOBRE A SEXUALIDADE.

Sobre a diversidade sexual
Existe desde que o mundo é mundo:
A decisão é de cada um.
Gato querer virar gata
gata querer virar gato
gato com gato
gata com gata
gato com gato, gata com gata e tudo misturado nessa gataria.
Não importa, desde Roma, Ilha de Lesbos na Grécia.
Como as pessoas "ditas como normais" querem mudar o rumo da história da diversidade sexual.
A Revolução de Stonewall provou que todos tem o seu lugar nesse planetinha confuso.
Será que somente eu respeita tudo isso e convive de boa com eles?
ATENÇÃO OS DITOS NORMAIS, VÃO PROCURAR O QUE FAZER.

 E tem mais, o que interessa a opção sexual das pessoas, o que impede que um homem hétero não transe com um homem, vale para a mulher também e vou mais longe: O que garante que um homem totalmente gay não transe com uma mulher e uma mulher na sua total essência lés não transe com um homem?

Fica o questionamento com uma boa dose de reflexão do pensamento livre.

terça-feira, 29 de agosto de 2017

MÚSICA E COMPORTAMENTO.

A música vai muito além do gosto disso e não gosto daquilo...Fulano toca mais...beltrano toca menos...o jazz é tudo...rock é melhor...que nada MPB que é o grande lance...nada disso...prefiro progressivo...blues é mais simples...A música erudita é a mais pura...
TUDO ERRADO...A música vai muito além disso: Requer estudo, dedicação, imparcialidade sonora, inventividade e amadurecimento. ISSO LEVA TEMPO E BOTA TEMPO NISSO.
E UM PÚBLICO EDUCADO A OUVIR O QUE ELA TEM DE MELHOR...
TEM MUITO MÚSICO...E POUCA MÚSICA..
Mais importante do que conhecer o trabalho de um artista(no caso) o músico é ter capacidade de entender a sua proposta musical.
Não creio que muitos tenham desenvolvido esse tipo de percepção. Isso leva tempo...horas e horas ouvindo, pesquisando, discutindo e tal...tal...tal...
No meu tempo, ouvia-se sons de 20 ' ou mais...hoje soa tudo tão rápido que mesmo o cara não estando nos seus melhores dias O PESSOAL APLAUDE...é tudo ligado no automático...Os sons passam e quase nada foi captado...Somente o momento. As pessoas falam demais nos lugares, ostentam pelo valor pago no ingresso, ficam com aquela ar posudo, sorrindo sem parar...discute-se de tudo...menos o som em questão.

Nessa seara tem a turma que realmente sabe ouvir e entender a introdução do tema, desenvolvimento do improviso e a conclusão final.
E o melhor som nem sempre vem dos medalhões que tocam quase sempre nos mesmos lugares criando um cartel onde acontece algo como:ninguém toca, só a minha galera.
Na rua rola coisa interessante, ou em lugares alternativos, longe do músico predatório onde vale a lei "tapinha nas costas e fora daqui que o lugar o meu".

É assim que procede-se em todas as esferas da arte pura.