segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Deu no Psicodelic News

Deu no Psicodélic News, um tabloide sobre assunto rock e contracultura, encontrado um fóssil dos anos 70 dentro de uma Toca da Lapa e o som tocando sem parar na função repeat...
Calcula-se que a criatura já em estado avançado de fossilização veio dos anos 70 no século XX, e foi encontrado pelo paleontologista PHD Jerry Garcia Leary e sua equipe de cientistas formado por Aldous Huxley, Albert Hoffman e Ken Kesey.
Segundo o jornal Psicodelic News, a calça incrivelmente intacta por ser um jeans Levis de excelente qualidade e o som em perfeito estado de conservação, dois corpos de animais de pequeno porte que lembra um felino também foram encontrados pela equipe.

Um achado da década de 70.

QUE VIAGEM...!!

Ei, Cara, vamos ouvir um som?

Eu e mais alguns ainda preservamos o hábito de ouvir som como antes.
O ato de sair de um lugar para ouvir música coletivamente.

E no sábado essa magia se repetiu por mais de oito horas de audição de vinil um atrás do outro do rock ao jazz, até Sinatra com Big Band com arranjo de Quincy Jones rolou.
Que bom que isso ainda acontece.
Viva o som!

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Causos Sonoros...

Em 1984, o batera John Marshall esteve na Sala Cecília Meirelles tocando com Ian Carr e o Nucleus.
Muitas perguntas foram feitas a essa lenda.
Uma delas sua participação na banda Colours do alemão Eberhard Weber.
E a sua estadia no Soft Machine.
Ele resumiu:

" Tocar com Weber é poder ir além de como se toca com um contrabaixista como ele"

"Quanto ao Soft Machine, nos reunimos sempre que podemos, é uma Instituição do som experimental'.
Tinha 24 anos...
Eu era aquele pentelho do som que ficava até o final e sempre subia no palco...
Porque sempre fui cheio de conhecimento e aprendendo sempre carregado de paixão pelo som...
Esperava músico na porta de serviço, um carrapato...
Não é por menos que um dia encontrei DoUM Romão em pleno Largo da Carioca, ele estava gravando em um projeto com Ithamara Koorax, Paula Faour e na produção do Arnaldo DeSouteiro. no baixo Jorge Pescara...
O papo rolou ali mesmo...que legal, seu mauro wermelinger...
Quem ainda lembra do concerto do Karl Berger na Sala Cecília Meirelles com Naná Vasconcelos nos anos 80
Vai lembrar de um cara subindo no palco no meio do concerto para consertar o amplificador do baixo do músico da banda,
Essa cara era eu...
Saldo, conheci Naná e me disseram venha amanhã é nosso convidado...e lá fui eu...


 Eu era muito louco...sabia tudo quanto é conexão, nome de cabo, amplificador, foi fácilcolocar aquele baixo pra funcionar e o baixista me olhando rindo com os olhos arregalados...
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Apenas disse now play the bass(algo assim)e voltei para o meu lugar estava na primeira fila 
E o mais interessante as minhas aventuras e desventuras de som sempre contava para a minha mãe quando chegava à noite, ela acordava para ouvir e curtia aquilo tudo.
Meu pai achava tudo muito louco,  E não é para menos.
Ser conhecido no meio por músico bom sempre teve uma grande vantagem, conto nos dedos os concertos que paguei 
No final virava roadie de fato, desmontava equipamento e tudo. Sacou?

sábado, 30 de setembro de 2017

SÓ ESCREVO SOBRE SOM...

Não escrevo sobre política ou assunto do dia a dia, isso tem aos montes e respeito quem escreve e principalmente quem escreve bem como Gabriel Improta.
O meu lance é escrever sobre som como um contador de história de vivência de 56 anos ouvindo, lendo e correndo atrás do som sem parar...Quando deixar essa dimensão eu paro.
Segundo soube que lá em cima tem um super-computador me esperando e um grande sistema de som, a produção muda de lugar, vou ver o mundo de cima e com um detalhe vendo todos no quintal da minha produção.
Já pensou? Ver Jaco, Cartola, Chiquinha Gonzaga, Tom, Miles, Coltrane, Hendrix, Joplin, Keith Moon, Baden, Vinicius, Coryell, Holdsworth, um concerto da banda Allman Brothers Band, Wilson das Neves, Luis Eça invocado no piano...nada mal..
E de tardinha no Cosmo, Zappa passa lá em casa diz: Mauro tem café ai?(o cara tomava muito café).
Claro, fiz dois litros e um é seu.

Saiu Agora de Primeira.


Durmo pensando o que vou ouvir ao levantar, saio e penso, o que ouvir no dispositivo móvel?, na fila do banco, sento e escolho...se pego o metrô cheio tudo bem, vou de Miles no Fillmore...Andando rápido um Hermeto ao vivo em Montreux é a pedida "porque vou quebrar não tenha medo"...
Lá pelas tantas Hermeto retorna e profere" é uma música lenta, vamos curtir com a mente, qualquer barulhinho parei, aviso logo"
Ele para e olha para a partitura: Vou tentar ler, se leio, leio, senão leio leio, se leio, senão leio leio e o tema "Montreux" ecoa em 1979 no Cassino de Montreux.
Nesse meio tempo surge o disco "Playing The Fool" retratando o Gigante Gentil em toda a sua concepção prog-barroca-polifônica e contrapontística ao vivo em 77. 
E a vida segue... Para enfrentar o dia a dia nada melhor que as sessões completas do Miles no Fillmore, e que banda é essa que Miles arrumou...um batera que não sossega, um contrabaixista jovem com uma cara de riponga e pilotando um Fender Precision, Miles era doido mesmo quebrou vários paradigmas...
O cara era tão louco que colocou dois teclados(Keith Jarrett e Chick Corea), cada um fazendo uma coisa diferente como uma corrida, onde um corre atrás do outro e nunca se encontram...Até o Airto se fez nessa formação e reclamou com Hermeto que Jack DeJohnette não deixava espaço...Hermeto sabiamente disse: Airto larga de ser bobo e fique de olho nele o tempo todo, quando ele levantar o braço tu vai lá PLAAAAAAAAAAAA, PLUMMMMMMMMM toque em todo esse espaço...
E onde o Zappa entra na história toda, EM TODAS porque Zappa é a síntese de tudo...
Chega não é??
Senão...não paro nunca, bom dia.
Em tempo esse texto tem título: Saiu Agora de Primeira.

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

CAUSOS DA ELDO POP E OS ANOS 70.

 Eldo pop entrava no ar 7 da manhã e saia do ar as duas da madrugada de segunda domingo.
Tocando todo o acervo do Big Boy(afinal de contas) a rádio só existiu por conta dos seus discos.
Era rock, prog, temas longos, discos inteiros, Mpb de boa qualidade, rock nacional...E não tinha locução, não dizia o nome da banda, do músico, apenas as vinhetas e comerciais da época.
Como:
"poupe sua energia, use a nossa Light".

"Que lê jornal sabe mais e quem lê o Globo sabe muito mais ainda"

"Quem tiver seu carro rebocado pelo Detran no carnaval 76 só poderá pegar na quarta-feira de cinzas"

Spot de notícias da finada ELDO-POP.

 Em uma época sem a WWW entre 71 a 78.
Big Boy carregava uma maleta de couro com raridades em 45rpm, o que era na época chamado de "Segredo de Estado," ele não mostrava pra ninguém apenas tocava os discos.
De 71 a 78, a Eldo-pop foi o primeiro lugar no IBOPE, e o mais interessante bancado pelas ORGANIZAÇÕES GLOBO em plena Ditadura.
Outro fato curioso:
Durante um longo tempo morei na Rua Cândido Mendes, Glória e pertinho da Rádio Globo onde ficava a Eldo Pop.
Constantemente passava por ela para ver se reencontrava o Big Boy que já havia falecido. Coisa de doido isso.
Agora tragédia mesmo foi dormir numa noite qualquer de Setembro de 78 e acordar no dia seguinte sem a ELDO-POP, ela tinha saído do ar e ocupando o dial com a nefasta rádio 98.1 Mhz tocando música comercial, com locução, propaganda e sem o Big Boy.
Era o fim de um sonho de música de qualidade... Bom, por sorte ainda era os anos 70 e muito som já estava rolando.
Em relação aos discos um outro ritual se formava entre a malucada ligada no som o ato de ouvir disco.
Porque todo lançamento era cercado de lenda, era papo de doidão de fato e de direito passado de maluco para maluco. Era conversa que só o cara ligado no som entendia e o resto boiava...
A cada esquina era o ponto de convergência do que é chamado hoje de rede social de compartilhamento de informação.
A loja de disco, livraria, banca de jornal ou em uma biblioteca de bairro era o Google dos anos 70.
E finalizo assim esse pequeno texto de um tempo que não ficou no passado:
Olhando por um outro prisma passei de 71 a 78, ouvindo direto a Eldo-Pop, não foi nada mal não é mesmo?

conversa que só o cara ligado no som entendia, o resto boiava.que todo lançamento era cercado de lenda, era papo de doidão de fato e de direito passado de maluco para maluco.(70)
o de doidão de fato e de direito passado de maluco para maluco.(70)e todo lançamento era cercado de lenda, era papo de doidão de fato e de direito passado de maluco para maluco.(70)



terça-feira, 19 de setembro de 2017

MUDANDO DE ASSUNTO-DIFERENTE ATO DE OUVIR

Mudando de assunto...
Perceber piano, instrumento de sopro, guitarra não chega a ser tão complexo com todo respeito.
Para uma boa percepção ouvir a bateria peça por peça e a linha do baixo elétrico ou acústico de coloca apto a perceber o que cada músico executa.
Numa Orquestra Sinfônica, a dificuldade é mais profunda, ela trabalha em naipe. O melhor é ir percebendo os instrumentos da região grave, médio grave e sub-grave.
Ai é prática pura da ESCUTA propriamente dita.

Na família das cordas temos Violino, viola, violoncello aqui merece uma atenção.
Clarinete(3), Fagote(2), contra fagote, o grau de exigência é maior..
Depois basta lembra de um instrumento que vive anunciando sua chegada A Trompa(4)
Metais em brasa como trombone, trombone tenor, trompete(ou clarim nomenclatura antiga).
Seção de percussão no final é bom ficar ligado no que cada um executa.
Família dos contrabaixos geralmente 4.
1º Violinos(15) do lado esquerdo...Na sequência a turma dos Violoncelos.
Do lado direito o segundo escalão dos violinos(12)
Viola segue nessa sequência(10) para um densidade nos médios em contraposição dos violinos.
E por aí vai...
Como proferiu o finado Marcelo Rezende.
Com o seu jargão "Dá trabalho pra fazer".
Aqui é DÁ TRABALHO PRA ESCUTAR.

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