quarta-feira, 16 de agosto de 2017

CAUSOS SONOROS I


Hendrix era outro visionário...Quando tocou em Londres ficou sabendo que Paul McCartney e uma parte dos Beatles estavam na plateia...tocou uma versão de Sgt Peppers que os quatro cavaleiros literalmente caíram do cavalo.

O sargento foi promovido a tenente, a pimenta virou um ácido lisérgico e o clube dos corações solitários estavam cheios de gatas nuas.
Um loucura....um trio que mais parecia uma banda completa.



Jaco queria uma sonoridade do baixo acústico e teve que se reinventar, arrancou ele mesmo os trastes do seu Jazz Bass, passou uma massa epóxi, e o resto é história.

Sua levada veio através do cacarejar de uma galinha(soa até engraçado), seu tema "The Chicken" é um resumo do seu som
E certa vez, ele proferiu: o som não vem do meu baixo e nem do meu sistema de amplificador, e sim, dos meus dedos.

Quando Miles aboliu o piano acústico, convocou o jovem Armando "Anthony" Corea para pilotar o Fender Rhodes com distorcedor e passou ele mesmo a tríade de acordes que Chick poderia criar em cima.
Foi o jovem John Mclaughlin que levou Miles ao cinema para ver o Filme-concerto do Festival de Monterey e quando chegou a parte do Hendrix detonando tudo, ele disse ao Mclaughlin:
É esse som que estou pensando em fazer, John achou legal.
Ele simplesmente adotou os pedais empregado por Hendrix: Um wha-wha Cry Baby, Univibe, Fuzz Tone e eletrificou o trompete.
E o resto é história.

domingo, 23 de julho de 2017

ESCLARECENDO E CONSIDERAÇÃO.

Esclarecendo:


Não sou a palavra final em nada e tão pouco o jovem senhor sabe tudo(muito longe disso), apenas funciono como um GPS da ambiência cultural no Brasil e no mundo: Arte, cinema, som, música, ciência e tecnologia de informação, é a convergência nesse perfil Livre, Social e Democrático.


Totalmente conectado no entorno. Emprego a internet e tento sempre extrair o que há de melhor nela.

O resto não me interessa principalmente futilidade, disse e me disse e política.

Quando o músico se torna inrotulável é sinal que ele está criando o tempo todo.
O meio musical  de Sampa ainda é muito fascinante mesmo nessa crise e no atual ambiente predatório.
 Desde da entrada dos anos 90 o Rio de Janeiro amarga uma franca decadência musical. 
A galera que produz som de qualidade em Sampa, anda improvisando de verdade, fora do padrão americanista.
Em relação a ficar ligado no que acontece fica a sugestão: Não tenho tv por assinatura, tão pouco a tv aberta, Bostaflix? nem pretendo, meu canal onde EU ESCOLHO o que ver, ouvir, entender e consumir cultura de fato e de direito.
Atende pelo nome de YOUTUBE.

domingo, 16 de julho de 2017

Ainda sobre Janis no OI Futuro

Um depoimento para o camarada Lourenço Andre Travascio amigo e parceiro dos anos 70 do tempo de Jacarepaguá.
Quando esse jovem senhor sentado na cadeira dentro do Oi Futuro, no dia 25/06/17 ainda pensando como seria esse monólogo-concerto-espetáculo em nenhum momento ele esperou pelo erro ou por algo chamado cover que nada ele tem contra.
E segue a espera....Janis entra a luz paira sobre ela, o monólogo começa...É Janis no palco...
E de repente, a melodia da guitarra sugere algo arrebatador..." Ball and Chain" de Big Mama Thorton inicia...E lágrimas descem naturalmente e uma banda poderosa segue, e tão logo, ele se dá conta que JANIS VIVE.

E tem sido assim, toda vez que o jovem senhor se senta na fila 3c o arrebatamento acontece em 80'.

Que bom Lourenço Andre Travascio que você esteve também com Janis...Seria bacana se todos fossem Marcos Aurelio Trindade Lucia Trindade Dinho Sapo Silva mais esse Jovem senhor  e todos no mesmo dia, um ao lado do outro vidrados nesse monólogo-concerto-espetáculo para uma celebração de um tempo que ficou em nossa memória.

E finalmente hoje é uma breve despedida...Até uma próxima...
Dedicado também para Alice Cavalcante e Luísa Reis fazendo um belíssimo papel na produção e toda a banda, Em especial  Carol Fazu e a própria Janis .


Agora Mauro Wermelinger desabafa:
 Bom dia, Janis saiba que estou um pouco triste pelo fim dessa temporada. Contudo, sei que você vai cantar em outro espaço, o Cosmo conspira para tal. Você finalmente vai se premiada e reconhecida ainda mais pelo sistema vigente.

Sua banda é incrível, eles evoluíram com o passar dos anos 60/70...

E no dia 16 retorno pela quarta vez para o monólogo-concerto-espetáculo.

Tenha um bom dia, Janis e um abraço forte para a sua amiga Carol Fazu


segunda-feira, 3 de julho de 2017

Vida, cultura, grana...

Apesar das agruras da vida...
Ainda vivo pelo que acredito: Livros, cinema, arte, teatro, música, biblioteca, museu, ciência e tecnologia de informação. E pelos anos 70: Foi uma época mágica, por isso, não sinto depressão, tristeza, angústia, vivo na minha, criei esse mundo, e nele que vivo, e nele um dia  vou partir. Se muitos se adequaram ao sistema vigente, eu não, apenas vivo nele. Estou sempre  em linha reta e o preço pago por viver pela autenticidade é alto, tem que ser firme.
          No meu tempo a ferramenta de busca para encontrar concerto, cinema, teatro, exposição, e tal...tal...tal...Era o Segundo Caderno do Jornal do Brasil(Porque não lia o Jornal Globo). É por isso, que estive presente em quase todas, vivia ligado atrás de cultura e já era uma figurinha fácil nesse tipo de evento... Nem pagava para entrar pois sempre tinha alguém que me convidava, agora muito por conta do amplo conhecimento cultural que sempre fiz questão de passar. Nessa época já fazia o que hoje é chamado de compartilhamento da boa informação e como sempre andei de bolsa(desde de pequeno), sempre carregava livro, periódico, recorte de jornal e foi assim por mais trinta anos.
          Ter cultura nunca foi sinônimo de ter grana. Aculturamento se faz no interesse de cada um. Agora certamente o conhecimento musical adquirido veio através dos programas Eldo-Pop Rádio Globo. Noturno na JB FM, Arte Final Jazz JB AM, Tribuna FM, 60 minutos de música contemporânea JB AM, Radio Mec Fm para música clássica, Fluminense Maltida FM, através de muita leitura com uma forte tendência  de decorar ficha técnica, o que proporcionou o alicerce para essa construção.

   

sexta-feira, 23 de junho de 2017

SOBRE AS DROGAS.

Janis durante a tour em Frankfurt estava completamente sóbria, aliás, tocar com músicos profissionais a fez ficar mais séria em relação a isso. E notável seu alto poder de performance.
Bandas como a Full Tilt Boogie Band e a Kozmic Blues Band ficou mais do que provado que não podia ser do jeito que ela pensava apesar do seu potencial. Janis morreu porque estava muito tempo sem usar droga há mais de meses, estava gravando o disco que acabou saindo como póstumo o antológico "PEARL".
Seu corpo não aguentou a dose muito pura do cavalo branco e finalmente o cavalo branco a derrubou.
E o resto é história.
Droga e arte realmente não combina com nada, aliás, gozações à parte, ACHO ESSA COISA DA DROGA UMA MERDA.
Aliás, nunca entendi direito porque tanta gente se droga...Se consegue ser louco sem ela e muito mais...E o melhor, no controle total da situação.Quando comento sobre droga me refiro também ao álcool, ansiolítico, barbitúrico, anfetamina, Metedrina ou Metanfetamina, Speed e derivados...Todas elas são uma bosta.
Trabalhei por 20 anos de meia-noite a seis da manhã e via como os meus colegas se drogavam para continuarem acordados. Nunca precisei porque sacava que a energia estava no ar, bastava catalisar a mente e andar focado
E a contradição dessa história é que a grande maioria com aquela cara de bom moço, cabelinho cortado, barbinha feita, casados com filhos, na seção inteira somente eu com esse layout...E o mais sóbrio. Soube num outro dia que muitos já morreram... 
E quando a cocaína entrou no sistema bancário, ai foi aquela festa nos anos 80.... Sem cheiro, sem fumaça... Em cinco anos muitos morreram subindo morro atrás dessa merda branca. Era notável a turma toda elétrica por conta da cocaína...
Nos anos 70 tinha uma galera que pegava pesado, mal saia de casa parava numa esquina para tomar uma picada direto na veia, era muito comum naquela época. Eles misturavam anfetamina com água destilada e saiam do ar... As meninas tomavam na perna, coxas para não dar bandeira.
Tinha uma galera com os braços todos furados...Dava pena, eu deveria ter uns 14 anos..
Alguns perderam a perna por conta de atravessar a rua muito doido, uns morreram de overdose....Esse foi o lado negro dos anos 70. E hoje temos o crack e outras merdas... 
Janis era assim mesmo, levantava de manhã e dizia vou tomar uma picada, alguém falava, porque você está fazendo isso?
Ela respondia: Porque não tem nada pra fazer...
E bem por ai...
Quer um conselho, MANTENHA-SE LONGE DELAS...é fácil, ensine o seu cérebro a entender o significado da palavra EU NÃO PRECISO DISSO, simples assim, não precisa virar crente, ficar chato, moralista, reacionário e nem vai perder amizade por ser limpo. Sem querer tirar onda, sou o maior exemplo disso, quem me conhece sabe.


quarta-feira, 21 de junho de 2017

JANIS- NO OI FUTURO...OU DE VOLTA AOS ANOS 70.

De fato o espetáculo Janis surpreende por vários aspectos:
 O Contexto histórico do monólogo-concerto-espetáculo que permeia em detalhe a vida de Janis Lyn Joplin (Pesquisa sublime) de Diogo Liberano que teceu a história perfeita de Janis, não esqueceu nem sua aparição no Programa Dick Cavett Show, suas cartas para sua mãe e familiares, o detalhe dos gatos, seu drama...enfim, tudo muito detalhado.
Sobre Carol Fazu revivendo Janis Joplin.
 A interpretação e dote vocal da protagonista Carol Fazu reencarnando Janis sem ser caricata, expressão facial, modo de dançar, pronúncia perfeita das letras, amor, devoção e entrega pelo Universo Joplineano. Carol Pazu passa uma credibilidade sem precedente, como um atestado de qualidade indiscutível e indescritível ao retratar Janis, o mais interessante: Duas cantoras brancas soando negroíde a cada canção, a cada lamento, é o Grito do Escravo negro norte-americano sofrendo na plantação de algodão e nesse sentido, ambas são fidedignas. Além de uma potência vocal que alcança uma extensão surpreendente  no modo de cantar e interpretar Janis Joplin, Seu timbre é forte e bem afinado.
Sobre a equipe técnica que compõe o monólogo-concerto-espetáculo destaco:
Um figurino belíssimo pela equipe de Humberto Silva Jr onde realmente Carol Fazu é a própria Janis e ainda um salve para a preparação vocal de Patricia Maia que soube extrair toda a musicalidade da protagonista que sabe o que faz o tempo todo.
Sobre a banda:
Uma formação exemplar tudo muito bem tocado, indo além do Big Brother&Holding Company, sustentado por um baterista cuidadoso, timbre belíssimo com Eduardo Rorato.
Um guitarrista canhoto de 19 anos Arthur Martau tocando muito e um timbre simplesmente divino. Antonio Van Ahn pilotando um teclado com um som de Hammond emulando uma caixa Leslie perfeito, o sax tenor  de Gilson Freitas colocado com maestria nos temas em que o instrumento é exigido por conta do arranjo original...e o baixo elegantérrimo de Marcelo Müller sustentando e fraseando no momento certo.
Se Janis Joplin precisou de uma banda melhor do que a formação original do BBHC adotando a furiosa e competente Full Tilt Boogie Band para expandir seu canto e performance, no Monólogo-concerto-espetáculo  “Janis” isso não é necessário, a banda decola com ela durante os 80 minutos.
Tudo soa perfeito demais.. O monólogo-concerto-espetáculo  suplanta o distorcido  “é parecido”, “soa igual”...Tudo vai muito além do quesito comparativo...Tudo é vivo demais...Agora abrir com "Ball and chain" fez as lágrimas descerem..."Summertime" é ponto alto do espetáculo-concerto em meio ao alto nível apresentando.
Aspecto técnico:
Em relação à parte técnica, algo realmente belo de ser ver, ouvir e sentir, começando pela iluminação é um espetáculo à parte a cargo de Fernanda e Tiago Mantovani, o som por Branco Ferreira soa limpo, claro e sem perder o punch dos anos 70.
De fato, o mundo acabou nos anos 70 e no Oi Futuro com Carol Fazu e essa banda... Ela vive por 80'.  Foi duro ficar sentado e a emoção tomando conta a cada intervenção de Carol e os temas sendo costurados com maestria.

#JANISVIVECAROLFAZU

terça-feira, 16 de maio de 2017

A NOVA ERA DA INCERTEZA;

Fato que a situação econômica do Rio de Janeiro e do Brasil anda de mal a pior, a grana simplesmente sumiu. A ordem é segurar o que tem na mão e cortar ao máximo os custos.
Vivemos uma época estranha, de um tempo idem, de muita desconfiança, da total falta de grana e cultura. É a Nova Era da Incerteza em curso e detonando tudo.
          Até para um cara que vive no Mundo da Lua e de um jeito muito simples sente na alma a situação negra em que vivemos. O que ameniza são os livros, os discos, o som, a sétima arte, e toda forma de arte, meus gatos, meu trabalho, meu estudo, e com eles viajo sem sai do lugar, e nem preciso tomar nada para isso. 
Sentindo tristeza. Contudo, mantendo a mente firme, o equilíbrio, a sensatez para aguentar tudo isso.
As pessoas no geral perdem o senso por pouco, nervos em ponto de ebulição.Todo cuidado é pouco no tratamento interpessoal.
O ar anda bem pesado, basta dar uma volta e ver o semblante das pessoas...
E pensar que nos anos 70/80 esse mundo de hoje soa bem distante.