segunda-feira, 27 de julho de 2015

DAVE HOLLAND- A CRIATIVIDADE SONORA, ALÉM DA LINHA DO GRÁFICO



Dave Holland, escudeiro nas quatro cordas e oriundo da Usina Fusion intitulada Miles Davis.
um cara meio hippie que assombrou a Era da contracultura quebrando tudo no Templo do Fillmore, Tanglewood e na Ilha de Wight, empunhando um baixo Fender Precision, teceu linhas incríveis nesse instrumento.
Logo caiu nas graças de outro visionário sonoro, o cara que criou "o melhor som depois do silêncio", o alemão Manfred Eicher, proprietário da ECM RECORDS.

Nesse meio tempo gravou grandes discos com Chick Corea, aprontou muito em outros projetos e ainda deu o que falar com a DAVE HOLLAND BIG BAND e Dave Holland quartet e quintet 

Quando o jazz andava meio estagnado com a entrada do ano 2000, criou e reformulou o seu quinteto com músicos vanguardeiros: Steve Nelson, Chris Potter, Robin Eubanks entre outros. Tem quebrado tudo por onde passa e fazendo a diferença no chamado jazz contemporâneo.
Pelo meu ponto de vista...o jazz vanguardista leva a assinatura de DAVE HOLLAND.

MÊS DE JULHO...MÊS DE PERDAS...MÊS DE MAIS UM ANO SEM ELES.

Mês de julho...mês de perdas...mês de mais um ano sem eles...
No dia 21 de Julho de 1997, precisamente ao meio-dia...Dona Nísia Brandão Wermelinger, decidiu ver um concerto da Big Band Celestial- Era um novo arranjo do GIL Evans com Jaco Pastorius no baixo.(de tanto ela ouvir acabou gostando).
Passado quase três anos depois...Seu Mauro Wermelinger resolveu ir também...já que a Dona Nísia não dava sinal que ia retornar ao PLANETA TERRA.
E no dia 17 de julho de 2000, ele disse: vou ali e não sei se volto.
Eu segui em frente...e até hoje sinto a falta deles.
Quem sabe eles queiram um cara que gosta de som?? para  ajudá-los a entender os arranjos e improvisos da BIG BAND CELESTIAL, afinal de contas o BAND-LEADER "O CRIADOR" só tem os melhores na sua formação: Coltrane, Charlie Parker, Tom Jobim, Radamés Gnatalli, Hendrix, Tony Willams, Hélcio Milito, Luiz Eça, Zappa...Minha Nossa!!
Parece até o INSTITUTO BUTANTÃ, só de "cobras".

terça-feira, 21 de julho de 2015

NEM LED E NEM ZEPPELIN- Simplesmente LET'S ZAPPALIN'

O músico  Rainer Tankred Pappon, o cara de guitarra Ibanez Verde residente no bairro da Pompeia, São Paulo é um desses loucos de som que correm pelo sentido antagônico do senso comum sonoro estabelecido. Nos anos 90, teve a audácia de montar uma banda enorme tocando nada mais e nada menos do que o repertório do Universo Zappa e chegou ao conhecimento da sua existência até o mestre FRANK ZAPPA, a já histórica Central Scrutinizer Band que é um computador imaginado por Frank Zappa numa metáfora futurista, que tem o poder de controlar toda a sociedade. O primeiro concerto desse projeto de Rainer, aconteceu nos anos 90, no Aeroanta Paulistano que entrou na programação especial do AeroJam que toda a terça apresentava um artista cover...COVER??? por tocar o repertório Zappatesco?? Grande equívoco, esse suposto trabalho Cover, requer ensaio, músicos escolados nessa escola Zappaneana e produzirem algo em prol da Estética Zappa.
          Pois bem...o tempo passou e Rainer Pappon não sossegou e criou uma banda menor já que a formação da CSBAND, era do tamanho de um time de futebol e acabou ficando inviável em face da grande mesmice e crise que esse País sempre vive.
  Entra em cena seu segundo projeto A LET'S ZAPPALIN' e com isso, uma nova guinada em cima do repertório Zappatesco. A LZ(não confundir com LED ZEPPELIN) e sim, LET'S ZAPPALIN' realizou seu concerto de estreia no Centro Cultural São Paulo(CCSP) no dia 20 de dezembro de 2014, em seguida no Café Piu-Piu no aniversário do Zappa dia 21 de dezembro, onde realizou a gravação do dvd Café Piu Piu & Elsewhere(em alusão ao clássico Roxy&Elsewhere) com a participação nos dois concertos de Napoleon Murphy Brock que integrou a banda The Mothers of Invention, tocando flauta, sax tenor e vocais entre outubro de 1973 a maio de 1975.
          Em março desse ano o quarteto Zappatesco Paulista fizeram outro concerto no Café Piu-Piu...E agora nos dias 31 de julho e no dia 01 de agosto a LZ ataca novamente com a execução na integra e comemorando os 40 anos do antológico One Size Fits All, revelando aos presentes a criatividade Zappatesca.




Resumo da Zapparia: Somente em São Paulo poderíamos ter uma banda tocando temas do grande Frank Vicent Zappa que veio ao mundo no dia 21 de dezembro de 1940 e saiu de cena no dia 04 de dezembro de 1993. Vida longa ao projeto do zappeiro da guitarra verde Rainer Tankred Pappon, e fico muito contente de saber que eles perpetuam o som do mestre e mais ainda que os tenho como amigos numa rede social onde também divulgo com extrema qualidade a obra do GRANDE ZAPPA. 






https://www.facebook.com/LetsZappalin?ref=ts&fref=tshttps://www.facebook.com/events/867874403295617/?ref=3&ref_newsfeed_story_type=regular&feed_story_type=17&action_history=null



Informações
  • Membros da banda
    Rainer Tankred Pappon - Guitarra

    Erico Jônis - Baixo

    Fred Barley - Bateria

    Jimmy Pappon - Teclados
  • Cidade natal
    São Paulo
  • Descrição
    Banda paulistana tributo a Frank Zappa! Reunindo um vasto repertório, cheio de sucessos e anti-sucessos de sua carreira!
  • Influências
    Frank Zappa, The Mothers Of Invention.

Música Instrumental ou Música de Fundo???

Fato:
Nos concertos instrumentais de outrora(ano 80/90) na cena instrumental carioca você saia impressionado com a performance dos músicos, suados e com aquela cara que tinham quebrado tudo e o público feliz da vida.
Hoje...esses concertos viram showzinho de um desfile de standards, algumas canções brasileiras tocados e repetidos à exaustão, um som cansado, sem pegada e sem tesão.
E um público cada vez mais falando o tempo, alto, bebendo sem parar...Em suma o Som ficou como pano de fundo e com raríssimas exceções consegue-se ter um bom nível de som e de público.
Lamentável.

 Lembrei de um fato que remete ao comentário acima:
Um concerto no ARTE SUMÁRIA-Santa Teresa, anos 90(Creio)
Aloysio Neves Pernambuco, Harvey Wainapel Mário Véio na bateria e André Mattos(não tenho certeza) no baixo quebraram tudo nesse dia...
De tão bom que nunca esqueci.
Lugar bacana, gente educadíssima, um silêncio monástico, apenas o som acontecendo..

domingo, 19 de julho de 2015

COMO TEM ASSUNTO...ESSE TAL DE MAURO WERMELINGER.

Meu maior recorde falando foi dentro de um busão indo encontrar-me com Hermeto..Peguei o dito meia-noite e sentei...Do nada sentou um cara do meu lado e  O DIÁLOGO seguiu....o papo começou eu perguntei: Você é paulista? Sim..trabalho no Rio e retorno sempre na sexta nesse horário e você?
Sou carioca, resido em Jacarepaguá...
Ele- Está indo para São Paulo, por qual motivo?
Eu- Com maior orgulho disse: Estou indo encontrar-me com Hermeto Pascoal...tinha 24 anos.
O cara pirou e se declarou fã do Hermeto...Ai meus caros amigos(as) o papo só acabou quando chegou na rodoviária do TIETÊ...falamos a madrugada inteira.
Os passageiros ficaram muito putos...

MEU ENCONTRO COM RAUL SEIXAS.

Esse encontro, se deu por acaso, numa dessas ponte área Rio-Sp... entre 82 e alguma coisa. Estava euzinho subindo as escadas e dois caras bem acima que despertou a minha atenção, parei olhei mais acima e vi Raul e Paulo Coelho e pensei...porra, hoje é meu dia.


Eles ficaram no meio, e no meu caso fui lá pra atrás, esperei a decolagem e logo tirei o cinto de segurança e fui direto para o Raul, me apresentei e o papo rolou...Conversamos a viagem inteira, eu de pé e eles sentados, Raul na janela. O papo rolava entre Contracultura, Sociedade Alternativa e discos voadores...Ninguém entendeu nada e depois do voo final...a aterrissagem perfeita, descemos e fomos conversando até eles entrarem no táxi. GANHEI O DIA, VIVA RAUL...TOCA RAUL...

SOBRE A MINHA RELAÇÃO COM O SOM.

 Já passei do estágio comparativo faz muito tempo...
E se isso não resolver a questão de como encaro isso, o trechinho abaixo deve resolver.

A música vai muito além do gosto disso e não gosto daquilo...Fulano toca mais...beltrano toca menos...o jazz é tudo...rock é melhor...que nada MPB que é o grande lance...nada disso...prefiro progressivo...blues é mais simples...A música erudita é a mais pura...
TUDO ERRADO...A música vai muito além disso: Requer estudo, dedicação, imparcialidade sonora, inventividade e amadurecimento. ISSO LEVA TEMPO E BOTA TEMPO NISSO.
E UM PÚBLICO EDUCADO A OUVIR O QUE ELA TEM DE MELHOR...
TEM MUITO MÚSICO...E POUCA MÚSICA...


 Aproveitando o lance acima, esclarecendo:
Sempre ouvi de tudo. Meu avô, o responsável pela máquina Olivetti Lettera 22 que acabou parando em minhas mãos em 75.(ele escreveu muito nessa máquina), residia em Curitiba e tinha um paiol separado da casa para ouvir música. Quando ele me chamava para ouvir música erudita ficava quase em silêncio. Então, ia narrando o processo das composições. Ouvíamos vários trechos repetidamente e nada de passar de um disco para o outro.. Sabia muito.
Seu nome TRAJANO BRANDÃO, meu nome completo MAURO BRANDÃO WERMELINGER.
Deveria ter cerca de uns nove para dez anos de idade e ainda lembro-me do seu sistema de som RCA, GRUNDIG E TELEFUNKEN(Fabricação alemã)

PEQUENOS TRECHINHOS SONOROS...SOBRE O BAIXO ELÉTRICO.

Num outro dia peguei uma conversa:
Jaco foi um inovador no baixo elétrico sem trastes e sem a menor sombra de dúvida.Contudo, não posso deixar de citar outros que deram a tônica no instrumento sem trastes: Percy Jones do Brandx, Tony Franklin, Mick Karn, Alain Caron(UZEB) Bunny Brunnell que tocou com Chick Corea, nos anos 70(Pude vê-lo em ação), durante o I FESTIVAL DE JAZZ SP, 1978.
E por aí...


E outro inovadores como John Entwistle, Jack Bruce e Chris Squire, criaram cada um do seu jeito linhas eternas do baixo elétrico.

sábado, 18 de julho de 2015

CONTRACULTURA, ANOS 70...ALGUMAS CONSIDERAÇÕES.

O EVANGELHO LIDO DE UMA MANEIRA CORRETA É UMA CONTRACULTURA. O CRIADOR, Forasteiro REVOLUCIONÁRIO QUE NÃO FOI COMPREENDIDO NEM PELA NAÇÃO JUDAICA E NEM PELO POVO ROMANO, e no final padeceu...

 Muito da contracultura do final dos anos 60 e tendo seu ápice nos anos 70 era impregnado dos ensinamentos do "Criador" e muita gente não sabe disso.
 Vou te contar uma coisa...Entre 1975 até o final de 1980(no meu caso), o Rio de Janeiro era um turbilhão de coisas culturais acontecendo de todas as direções.

 Da década do início do retrocesso cultural dos anos 90 aguentei até 1995. Depois disso, uma lástima...ai resolvi voltar para 1975, e fiz um bom negócio. Anulei-me de tudo que vinha externamente.

 E quando veio o ano 2000...tive certeza que era melhor continuar em 1975...
E hoje em 2015...a certeza fica mais evidente...

 Ledo engano quem pensa que tudo era sexo, drogas e rock'n'roll...muito pelo contrário...

domingo, 12 de julho de 2015

E S C L A R E C E N D O...

Esclarecendo pela enésima vez:
Nada pessoal ou contra o som produzido hoje...Apenas retrato o mundo que vivi e vivo...Sou focado nessa vertente entre 1970 até 1993(e sou ligado no que acontece no mundo sonoro até o presente momento) NÃO PAREI NO TEMPO E NEM VIVO SOMENTE DO PASSADO. O TEMPO DE HOJE É MUITO ESTRANHO E O PRESENTE NÃO ME AGRADA MUITO.
Tirando o som e os músicos que admiro...Sigo a minha estrada escrevendo sobre esse assunto sem o senso comparativo...Hoje nem preciso mais empregar o comparativo(Passei dessa fase). Sei muito bem quem toca e produz algo de extrema qualidade. Esses sim, vou continuar enaltecendo por questão que diz respeito ao som que eles produzem e pela afinidade que tenho com os protagonistas em questão.
No restante...fica por aí mesmo...
E TENHO DITO.

MAIS ZAPPA, O FRANK.



·

Zappa...que um dia veio ao mundo com o nome de FRANK VINCENT ZAPPA...
E com ele mais de 90 discos entre os oficiais e os bootlegs...
Zappa...revolucionário sempre e munido com sua GIBSON SG esculpiu em seis cordas verdadeiras esculturas sônicas.

 O Vídeo é de 76...um ano antes Zappa entrava na minha vida de som...
Em 77...o antológico ZAPPA LIVE IN NEW YORK....ai pensei...Não tem mais jeito...Vou fundo na obra desse cara...

 
E virei Zappeiro...com o passar do tempo...veio a internet...o repositório do YOTUBE...ai...graduei-me pela ESCOLA SUPERIOR DE ASSUNTOS ZAPPISTAS...Tornei-me um ZAPPÓLOGO. e encontrei nas redes sociais uma maneira de propagar sua obra...assim como de um outro mestre HERMETO PASCOAL e.tem sido assim...




terça-feira, 7 de julho de 2015

GRATEFUL DEAD...DEAD HEADS E A CYBER CONTRACULTURA.

Os Dead Heads foram os pioneiros no emprego da internet e começaram a discutir as formas estéticas e sonoras do grupo através da rede de computador.
John Perry Barlow letrista do grupo lançou "O MANIFESTO DA INTERNET"
A contracultura migrava para cyber espaço e criaram a cyber contracultura no espaço virtual.
Hoje a contracultura anda cada vez mais viva dentro das Redes Sociais, a turma entre os 50 e 60 inflamam essa onda toda com as suas experiências.
As novas gerações alimentam uma viagem que não viveram e os fazem muito bem.

Enfim...pelo menos por aqui...estamos nos anos 70....
E TENHO DITO.

 Uma curiosidade...O GRATEFUL DEAD ao vivo nunca tocava menos duas horas...
Seu maior concerto deu-se no WINTERLAND BALLROOM, segundo as minhas pesquisas e contatos Kardecianos com Jerry Garcia(RISOS) com quase 6 horas de duração.


E nem poderia tocar menos...A primeira parte do concerto vinha carregado de canções para alegrar o público presente que pulava e dançava sem parar...
Contudo...na segunda parte O GRATEFUL DEAD levantava voo com longas improvisações a partir das canções apresentadas, com direito a solo de bateria e viagem sonora sem fim.
Era trupe de Jerry Garcia fazendo o melhor acid-boogie-elétrico gerado em São Francisco.


 Só mesmo dentro do repositório do YouTube para encontrar tanta coisa do GRATEFUL DEAD...São os DEAD HEADS alimentando essa onda toda da trupe do Jerry Garcia.
Eles tem tudo arquivado...

domingo, 5 de julho de 2015

HERMETO PASCOAL...SEGREDINHOS REVELADOS.

Segredinho de estado sobre a estadia HERMETO...
Parei naquele grupo por pura cara de pau...sabia mais da vida dele do que ele mesmo...Conquistei o Chefe Hermeto,  e com os meus conhecimentos musicais e técnicos colaboraram para ficar por ali..Só não previa que ia durar nove anos...
E tinha o aval...Estive presente em 78 naquela Jam promovida por ele...FOI O PASSPORTE...KKK

 Vou contar outro segredinho.,
Quando Hermeto me convidou para a primeira viagem com o grupo ele perguntou:
Sabe montar isso?? sei.
Sabe trabalhar no palco? sei.

Conhece bem equipamento?? sei.
(Porra na verdade não sabia quase nada, entendia na teoria, prática zero)>
E lá fui eu para o SESC POMPÉIA...fiquei quietinho a viagem inteira...e pensei isso vai dar a maior merda...(KKK)
Chegando no palco tudo foi se ajustando e tinha na cabeça a palavra INPUT E OUTPUT e o resto foi.
O concerto foi maravilhoso..Nene Baterista II tocou...uma festa.
No final chamei o Hermeto e disse:
Hermeto, tenho que te falar uma coisa: eu menti...quase não sabia nada do que fiz aqui e deu tudo certo, o grupo também colaborou...HERMETO ESBOÇOU UM SORRISO E DISSE: Eu já sabia...você é tão cara de pau que gostei...fique conosco.
Eu tinha 24 anos e estava cheio de gás para entrar nesse mundo.



 E uma das coisas mais extraordinárias que presenciei no Templo sonoro do Bairro Jabour era a produção musical composta por ele...Hermeto ali...sentado...contando "causos", falando sem parar...partitura...caneta Futura...e o som sendo concebido em notas pretas sobre o papel branco e pautado...INCRÍVEL...
E logo ouvia os termos...casinha de primeira...casinha de segunda...ponte para improviso, uníssonos...uns compassos 11 por kabomga, 7 não sei por quanto...9 sei com quê....UMA COISA DE DOIDO... E cada tema um mais intrincado do que o outro...ERA UMA COISA LOUCA...
Ele ainda dizia: Maurão..leva essas lá pra cima...eles estão ferrados hoje...e ria...

SOBRE ESSE TAL DE MAURO WERMELINGER

Mauro Wermelinger, profissão de fato Operador de Computador Mainframe Sistema DOS.
Entusiasta sonoro que levou-se à sério quando ouviu os seus primeiros discos, em 1970, então com dez anos de idade.
Tinha de tudo Bill Haley, Muita coisa de Blues, Stones, Beatles, sentiu que tudo era uma novidade sem tamanho...e foi acompanhando essa evolução.
Um garoto curioso que logo descobriu uma outra turma antenada, uma rapaziada entre 15 e 18 anos...uns caras esquisitos, todo mundo cabeludo, um jeito estranho de ser...e o som mudou de novo...ele juntou-se aos demais e com muita leitura, audição e pesquisa, aquele garoto virou uma enciclopédia ambulante sonora e todo mundo o carregava a tiracolo...o resto é história.
           De 1970 até hoje...esse garoto nunca mais parou de ouvir e pesquisar sons...passou a vida inteira trabalhando e imerso nesse mundo . Acompanhado de muita literatura musical e vivendo uma dimensão paralela dentro do UNIVERSO CHAMADO SOM.
Esse menino teve um divisor de águas em 1978, Durante sua estadia em Sampa dentro do I FESTIVAL DE JAZZ...Viu os melhores da cena jazzística e fusion americana e dois sons o deixaram estupefatos GRUPO UM do Zé Eduardo Nazario E HERMETO PASCOAL. e a Jam session que Hermeto promoveu no palco com Chick Corea, Stan Getz e John Mclaughlin.
Em 1984...outra mudança e dessa vez por longo nove anos...juntou-se por uma sorte sonora a trupe do Hermeto Pascoal....ficou ali ouvindo, pegando no pesado e vendo aquela usina sonora e seus aloprados sonoros a criarem som.
O RESTO É HISTÓRIA DE NOVO..

sábado, 4 de julho de 2015

SOBRE O ROCK PROGRESSIVO, MINHA VISÃO

Quando o rock progressivo iniciou a sua escalada no mundo chamado SOM a estética oriunda rock começava a mudar.
Temas grandiosos, letras viajantes, sua concepção com os elementos contemporâneos e eruditos, aliados a alta performance dos seus músicos com faixas longas entre outros elementos, logo o mundo percebeu que precisava-se pensar em ouvir musicalmente.
O Rock progressivo começou a exigir do ouvinte uma atenção praticamente contemplativa dessa estética sonora.
Os baluartes como PINK FLOYD, GENESIS, ELP, YES davam a tônica dessa vertentes nos criativos anos 70.
O Mundo do Rock Progressivo foi nessa onda e praticamente muitos grupos surgiram em diversos países e diversos dele de alto nível e indo além em relação aos seus pioneiros, o que não coloca em demérito o pioneirismo empregado por eles.
Países como a Holanda com FOCUS, KAYAK, Argentina via CRUCIS, Alemanha com AGITATION FREE, AMON DÜUL, BIRTH CONTROL, SOM NOSSO DE CADA DIA, TERRENO BALDIO no Brasil, Finlândia com o Nimbus, Tasavallan Presidentti...e tal...tal...tal...
O ROCK PROGRESSIVO deu um novo rumo para quem precisava pensar em som e sem perder a essência do rock.

Quem sabe escrevo a minha versão sobre o rock progressivo???