segunda-feira, 13 de novembro de 2017

O blog abre o espaço para a 'Nova' Corrida Maluca-Edição Revista e Ampliada.

Novo remake da Corrida Maluca dos Presidenciáveis e Políticos terá Aécio Neves no papel do Dick Vigarista no carro 00- A máquina do mal.
Gleisi Hoffmann como a Penélope Charmosa no carro 05
Luciano Huck como Peter Perfeito pilotando o carro 09

Henrique Meirelles, no papel do Professor Áereo, carro 03

Lula e Marina Silva, os irmãos Rocha. carro 01
Jair Bolsonaro como o Barão Vermelho. carro 04
O Carro Tanque, um híbrido de Jeep e um Tanque de Guerra Com Geraldo Alckmin no lugar do Soldado Meekley e Renan Calheiros dando as ordens como o Sargento Bombarda no carro 06

A dupla sinistra no Coupê-Mal Assombrado Temer e Rodrigo Maia vem no carro 02
O Carro-à-Prova de Balas conduzido pela Quadrilha de Morte representando o povo brasileiro por sua resistência. Carro 07
No carro-tronco, um veículo de madeira com rodas de serra pilotado por Rufus Lenhador representado por Ciro Gomes e o Paulinho da Força no lugar do castor Dentes-de-serra.
Carro 10

A Carroça a Vapor era conduzida pelo agricultor Tio Tomás e pelo covarde urso Chorão aqui no Brasil Sérgio Cabral que está preso e Pezão, aquele governador que defeca na entrada e na saída do atual ingovernável Governo segue no Carro 08.
E no papel do cachorro debochado do Dick Vigarista Mutley, Rodrigo Janot.
É a nova Corrida Maluca.

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Um músico chamado John Mclaughlin.


Há muito o inglês nascido na cidade de Doncaster na pequena Aldeia de Yorkshire, Inglaterra deixou de ser o homem que foi descoberto por Miles Davis, participou de toda a ascensão do Jazz Fusion tocando com outros baluartes da cena como Armando Anthony Corea, Josef Zawinull, Wayne Shorter, Herbie Hancock entre outros e creio piamente que isso todo mundo sabe.
É sabido também que foi o criador da Orquestra Mahavishnu, gerando o conceito de super banda do jazz fusion, foi o primeiro violonista a flertar com a música indiana criando o Shakti um quarteto acústico com músicos indianos que simplesmente tecia um mosaico de escala indiana sobre o conceito da improvisação do jazz.


O que tento escrever nesse pequeno texto que o homem John Mclaughlin há muito deixou esse rótulo do guitarrista mais veloz do cenário fusionista, do músico que promoveu o primeiro encontro dos espíritos no elemento acústico do violão com Larry Coryell, Paco de Lucia, Al Dimeola, tocou por essa Terra chamada Brasil em 78,79.80,90,92, senão me falhe essa memória cheia de som,.
 John Mclaughlin aos 75 nunca precisou provar nada, ele simplesmente virou a música plena de um homem cheio de convicção do seu propósito que apenas emprega um instrumento feito de madeira, tecnologia e seis cordas para se comunicar com o mundo através do seu som e da sua música.

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

O contrabaixo eletroacústico cantante de Eberhard Weber


A concepção estética da Grupo Colours sob a direção do alemão Eberhard Weber expõe seu lirismo em toda a sua discografia na gravadora ECM.

Desde do seu primeiro disco em 73, chamado "The Colours of Chloe", passeando nos campos amarelos(Yellow Fields), de 75 ou tocando na manhã seguinte(The Following Morning), de 76.

Weber, Eberhard quando em 79, seguiu com Fluid Rustle...

Seu pequeno movimento, já nos anos 80 dando a continuidade de sua obra.

Later That Evening de 1982, seguiu rumo mais tarde naquela noite de som com o seu quarteto Colours formado pelo Soft Machineano John Marshall na bateria, Rainer Brunninghaus piano e teclado e Charles Mariano no sax.
Chorus de 1984 gravado dois anos depois é uma obra prima do lado da composição desse alemão.
Weber em 88 lançou seu projeto audacioso com uma Orquestra tocando suas composições,"Pendulum" de 1993 é o seu disco solo com sequencer e overdubbing e sem a banda Colours.
No começo do século XXI é lançado "Endless Day" e culminando com Stages of a Long Journey de 2005 com o vibrafonista Gary Burton e Jan Garbarek.
E deixei propositalmente o disco de 77 Silent Feet com a clássica "Seriously Deep," um belo e lírico improviso de contrabaixo eletroacústico que abre esse disco para o final desse comentário Webernista.

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

O ATO SOBERANO DE OUVIR UM SOM

Impressionante o que um pré e power separado e mais o volume independente por canal é capaz de fazer.
Você ouve coisas, sons aparecem do nada e mesmo que conheça o disco a sua percepção muda.
Sabe aquele som da caixa Leslie de alto falante rotativo? pois é, agora soa e olha que ainda tenho o meu véio Marantz que anda aposentado...
Pode ter certeza não tenho equipamento para ostentar, sou vidrado em som e curto dividir essa experiência.
Porque respeito o ato de parar, sentar e ouvir um som em equipamento de verdade.

Violão de aço vivo, batera no lugar, voz chegando com uma nitidez...e por aí vai...
Olha se antes não curtia sair muito da Toca da Lapa, imagina agora.
Sempre gostei de ficar entocado ouvindo som, desde que comecei a curtir um som ainda com os meus pais vivos.
Era sempre algo contemplativo, respeitoso, o silêncio, a escuta, seguida da leitura para um bom entendimento.
A troca de ideia, aquele papo-cabeça sobre som, música, equipamento, músico e concepção estética.
Preste a fazer 57 anos, isso por aqui não mudou quase nada.|
Não sinto esse 2017, sinto realmente que ainda estou anos anos 70, curtindo aquilo que sempre venerei.

OUVIR UM SOM, ESCUTAR UM SOM, CURTIR UM SOM.
Bom dia aos navegantes da WWW.
Seu editor-chefe Mauro Wermelinger.

quinta-feira, 26 de outubro de 2017

QUE TAL COMEÇAR A ENTENDER MÚSICA?

A ideia surgiu no Facebook e resolvi publicar no blog.
São dicas de como entendo, ouço e sinto a música, espero que dê algum resultado.
A dica mais importante Ouça de Tudo para não se tornar um ''especialista ou fanático disso ou aquilo, Não vai dar certo.
Pela instrumentação de sopro siga pela Big Band, formação de choro,quarteto e trio de flautas..
Com as cordas acontece a mesma coisa:
São dois violinos(Primeira e segunda voz)
Uma viola(trabalhando numa região mais intermediária e construindo uma parte da sessão harmônica)
Um violoncelo(fazendo o papel do contrabaixo acústico)
Na bateria tente sempre ouvir o bumbo primeiro, logo as outras peças vão surgindo dentro da mente perfazendo o desenho total do funcionamento da mesma.
No piano temos tudo, mão esquerda grave cuidado da parte da harmonia, mão direita linha melódica região aguda, tente ouvi-lo sempre em primeiro plano, ele é majestoso e completo.
É preciso perceber toda a instrumentação e o que acontece na música e no som. 
Sistema de som bluetooh, caixinha para Ipod, Smartphone não vai resolver para quem tem dificuldade de percepção.
Lembrando que a alta frequência(Khz) vai direto para o tímpano tornando a percepção mais rápida,
A baixa frequência (Hz), mais complexa causa a sensação no entorno. Inicie sempre ouvindo os graves, baixo e bateria, os demais instrumentos vão se tornando mais fáceis.
Escutar, ouvir, perceber, pesquisar demanda tempo e muito tempo. É uma questão de escuta plena da percepção e do conhecimento e reconhecimento de timbre, textura, altura de cada instrumento, 
É preciso que o som seja de qualidade mesmo em baixo volume,onde se ouve tudo perfeitamente(Tem que ser assim), qualidade final de som não significa aumentar o volume do seu sistema.
É isso ai...

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Deu no Psicodelic News

Deu no Psicodélic News, um tabloide sobre assunto rock e contracultura, encontrado um fóssil dos anos 70 dentro de uma Toca da Lapa e o som tocando sem parar na função repeat...
Calcula-se que a criatura já em estado avançado de fossilização veio dos anos 70 no século XX, e foi encontrado pelo paleontologista PHD Jerry Garcia Leary e sua equipe de cientistas formado por Aldous Huxley, Albert Hoffman e Ken Kesey.
Segundo o jornal Psicodelic News, a calça incrivelmente intacta por ser um jeans Levis de excelente qualidade e o som em perfeito estado de conservação, dois corpos de animais de pequeno porte que lembra um felino também foram encontrados pela equipe.

Um achado da década de 70.

QUE VIAGEM...!!

Ei, Cara, vamos ouvir um som?

Eu e mais alguns ainda preservamos o hábito de ouvir som como antes.
O ato de sair de um lugar para ouvir música coletivamente.

E no sábado essa magia se repetiu por mais de oito horas de audição de vinil um atrás do outro do rock ao jazz, até Sinatra com Big Band com arranjo de Quincy Jones rolou.
Que bom que isso ainda acontece.
Viva o som!

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Causos Sonoros...

Em 1984, o batera John Marshall esteve na Sala Cecília Meirelles tocando com Ian Carr e o Nucleus.
Muitas perguntas foram feitas a essa lenda.
Uma delas sua participação na banda Colours do alemão Eberhard Weber.
E a sua estadia no Soft Machine.
Ele resumiu:

" Tocar com Weber é poder ir além de como se toca com um contrabaixista como ele"

"Quanto ao Soft Machine, nos reunimos sempre que podemos, é uma Instituição do som experimental'.
Tinha 24 anos...
Eu era aquele pentelho do som que ficava até o final e sempre subia no palco...
Porque sempre fui cheio de conhecimento e aprendendo sempre carregado de paixão pelo som...
Esperava músico na porta de serviço, um carrapato...
Não é por menos que um dia encontrei DoUM Romão em pleno Largo da Carioca, ele estava gravando em um projeto com Ithamara Koorax, Paula Faour e na produção do Arnaldo DeSouteiro. no baixo Jorge Pescara...
O papo rolou ali mesmo...que legal, seu mauro wermelinger...
Quem ainda lembra do concerto do Karl Berger na Sala Cecília Meirelles com Naná Vasconcelos nos anos 80
Vai lembrar de um cara subindo no palco no meio do concerto para consertar o amplificador do baixo do músico da banda,
Essa cara era eu...
Saldo, conheci Naná e me disseram venha amanhã é nosso convidado...e lá fui eu...


 Eu era muito louco...sabia tudo quanto é conexão, nome de cabo, amplificador, foi fácilcolocar aquele baixo pra funcionar e o baixista me olhando rindo com os olhos arregalados...
Gerenciar
Apenas disse now play the bass(algo assim)e voltei para o meu lugar estava na primeira fila 
E o mais interessante as minhas aventuras e desventuras de som sempre contava para a minha mãe quando chegava à noite, ela acordava para ouvir e curtia aquilo tudo.
Meu pai achava tudo muito louco,  E não é para menos.
Ser conhecido no meio por músico bom sempre teve uma grande vantagem, conto nos dedos os concertos que paguei 
No final virava roadie de fato, desmontava equipamento e tudo. Sacou?

sábado, 30 de setembro de 2017

SÓ ESCREVO SOBRE SOM...

Não escrevo sobre política ou assunto do dia a dia, isso tem aos montes e respeito quem escreve e principalmente quem escreve bem como Gabriel Improta.
O meu lance é escrever sobre som como um contador de história de vivência de 56 anos ouvindo, lendo e correndo atrás do som sem parar...Quando deixar essa dimensão eu paro.
Segundo soube que lá em cima tem um super-computador me esperando e um grande sistema de som, a produção muda de lugar, vou ver o mundo de cima e com um detalhe vendo todos no quintal da minha produção.
Já pensou? Ver Jaco, Cartola, Chiquinha Gonzaga, Tom, Miles, Coltrane, Hendrix, Joplin, Keith Moon, Baden, Vinicius, Coryell, Holdsworth, um concerto da banda Allman Brothers Band, Wilson das Neves, Luis Eça invocado no piano...nada mal..
E de tardinha no Cosmo, Zappa passa lá em casa diz: Mauro tem café ai?(o cara tomava muito café).
Claro, fiz dois litros e um é seu.

Saiu Agora de Primeira.


Durmo pensando o que vou ouvir ao levantar, saio e penso, o que ouvir no dispositivo móvel?, na fila do banco, sento e escolho...se pego o metrô cheio tudo bem, vou de Miles no Fillmore...Andando rápido um Hermeto ao vivo em Montreux é a pedida "porque vou quebrar não tenha medo"...
Lá pelas tantas Hermeto retorna e profere" é uma música lenta, vamos curtir com a mente, qualquer barulhinho parei, aviso logo"
Ele para e olha para a partitura: Vou tentar ler, se leio, leio, senão leio leio, se leio, senão leio leio e o tema "Montreux" ecoa em 1979 no Cassino de Montreux.
Nesse meio tempo surge o disco "Playing The Fool" retratando o Gigante Gentil em toda a sua concepção prog-barroca-polifônica e contrapontística ao vivo em 77. 
E a vida segue... Para enfrentar o dia a dia nada melhor que as sessões completas do Miles no Fillmore, e que banda é essa que Miles arrumou...um batera que não sossega, um contrabaixista jovem com uma cara de riponga e pilotando um Fender Precision, Miles era doido mesmo quebrou vários paradigmas...
O cara era tão louco que colocou dois teclados(Keith Jarrett e Chick Corea), cada um fazendo uma coisa diferente como uma corrida, onde um corre atrás do outro e nunca se encontram...Até o Airto se fez nessa formação e reclamou com Hermeto que Jack DeJohnette não deixava espaço...Hermeto sabiamente disse: Airto larga de ser bobo e fique de olho nele o tempo todo, quando ele levantar o braço tu vai lá PLAAAAAAAAAAAA, PLUMMMMMMMMM toque em todo esse espaço...
E onde o Zappa entra na história toda, EM TODAS porque Zappa é a síntese de tudo...
Chega não é??
Senão...não paro nunca, bom dia.
Em tempo esse texto tem título: Saiu Agora de Primeira.

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

CAUSOS DA ELDO POP E OS ANOS 70.

 Eldo pop entrava no ar 7 da manhã e saia do ar as duas da madrugada de segunda domingo.
Tocando todo o acervo do Big Boy(afinal de contas) a rádio só existiu por conta dos seus discos.
Era rock, prog, temas longos, discos inteiros, Mpb de boa qualidade, rock nacional...E não tinha locução, não dizia o nome da banda, do músico, apenas as vinhetas e comerciais da época.
Como:
"poupe sua energia, use a nossa Light".

"Que lê jornal sabe mais e quem lê o Globo sabe muito mais ainda"

"Quem tiver seu carro rebocado pelo Detran no carnaval 76 só poderá pegar na quarta-feira de cinzas"

Spot de notícias da finada ELDO-POP.

 Em uma época sem a WWW entre 71 a 78.
Big Boy carregava uma maleta de couro com raridades em 45rpm, o que era na época chamado de "Segredo de Estado," ele não mostrava pra ninguém apenas tocava os discos.
De 71 a 78, a Eldo-pop foi o primeiro lugar no IBOPE, e o mais interessante bancado pelas ORGANIZAÇÕES GLOBO em plena Ditadura.
Outro fato curioso:
Durante um longo tempo morei na Rua Cândido Mendes, Glória e pertinho da Rádio Globo onde ficava a Eldo Pop.
Constantemente passava por ela para ver se reencontrava o Big Boy que já havia falecido. Coisa de doido isso.
Agora tragédia mesmo foi dormir numa noite qualquer de Setembro de 78 e acordar no dia seguinte sem a ELDO-POP, ela tinha saído do ar e ocupando o dial com a nefasta rádio 98.1 Mhz tocando música comercial, com locução, propaganda e sem o Big Boy.
Era o fim de um sonho de música de qualidade... Bom, por sorte ainda era os anos 70 e muito som já estava rolando.
Em relação aos discos um outro ritual se formava entre a malucada ligada no som o ato de ouvir disco.
Porque todo lançamento era cercado de lenda, era papo de doidão de fato e de direito passado de maluco para maluco. Era conversa que só o cara ligado no som entendia e o resto boiava...
A cada esquina era o ponto de convergência do que é chamado hoje de rede social de compartilhamento de informação.
A loja de disco, livraria, banca de jornal ou em uma biblioteca de bairro era o Google dos anos 70.
E finalizo assim esse pequeno texto de um tempo que não ficou no passado:
Olhando por um outro prisma passei de 71 a 78, ouvindo direto a Eldo-Pop, não foi nada mal não é mesmo?

conversa que só o cara ligado no som entendia, o resto boiava.que todo lançamento era cercado de lenda, era papo de doidão de fato e de direito passado de maluco para maluco.(70)
o de doidão de fato e de direito passado de maluco para maluco.(70)e todo lançamento era cercado de lenda, era papo de doidão de fato e de direito passado de maluco para maluco.(70)



terça-feira, 19 de setembro de 2017

MUDANDO DE ASSUNTO-DIFERENTE ATO DE OUVIR

Mudando de assunto...
Perceber piano, instrumento de sopro, guitarra não chega a ser tão complexo com todo respeito.
Para uma boa percepção ouvir a bateria peça por peça e a linha do baixo elétrico ou acústico de coloca apto a perceber o que cada músico executa.
Numa Orquestra Sinfônica, a dificuldade é mais profunda, ela trabalha em naipe. O melhor é ir percebendo os instrumentos da região grave, médio grave e sub-grave.
Ai é prática pura da ESCUTA propriamente dita.

Na família das cordas temos Violino, viola, violoncello aqui merece uma atenção.
Clarinete(3), Fagote(2), contra fagote, o grau de exigência é maior..
Depois basta lembra de um instrumento que vive anunciando sua chegada A Trompa(4)
Metais em brasa como trombone, trombone tenor, trompete(ou clarim nomenclatura antiga).
Seção de percussão no final é bom ficar ligado no que cada um executa.
Família dos contrabaixos geralmente 4.
1º Violinos(15) do lado esquerdo...Na sequência a turma dos Violoncelos.
Do lado direito o segundo escalão dos violinos(12)
Viola segue nessa sequência(10) para um densidade nos médios em contraposição dos violinos.
E por aí vai...
Como proferiu o finado Marcelo Rezende.
Com o seu jargão "Dá trabalho pra fazer".
Aqui é DÁ TRABALHO PRA ESCUTAR.

Nenhum texto alternativo automático disponível.

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

FRAGMENTOS...ARTE, SOM E ESCUTA


No geral o povo não sabe ouvir e nem escutar música.

Ela ultimamente tem servido de fundo para uma conversa cada vez mais alta e o som em último plano.
Em pleno processo de extinção, o curtidor de som de concerto.

A música, o som é uma arte. Arte ver, ouvir, tocar, sentir, apreciar. E respeitar de quem a produz.


Olha, deve ter algo muito de errado hoje.

No meu tempo(anos 70,80) e forçando uma barra para os 90, o quadro não era esse. E tenho apenas 56 anos...Tenho certeza disso...

Na arte da percepção, apreciação e escuta não existe lugar para achismo. Ela acontece em tempo real, se não prestar atenção perde o bonde do som. A concentração e entrega do som depende de uma união estável entre quem produz e de quem a ouve.
Se um lado bobear...Já era.

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

E um breve comentário sobre jazz.


E um breve comentário Coltraneano...

Ele criou o seu mundo de som, que influenciou não somente ao jazz, mas também a música clássica contemporânea, o pop, rock e funk.
Ele também praticou uma imersão em várias etnias de nosso planeta, em especial a música asiática, a africana e a do Oriente Médio. Coltrane pegou tudo isso, e colocou na música ocidental...

Coltrane se inspirava tocando com Miles que por sua vez inspirava Miles, no vídeo do tema "So What? Coltrane improvisa criativamente na variação de dois acordes desse tema.


O quarteto de Coltrane rapidamente colocou-se na vanguarda do jazz moderno.
Contudo, Coltrane não era desses músicos que se contentava com uma fórmula.
Estava interessado em fornecer uma maneira aos jovens músicos que recebiam entusiasticamente o espírito livre do seu som.
E assim é feita a entrada de Eric Dolphy e mais um vez o COLTRANE SOUND ganha novo rumo.


No quarteto de Coltrane, um cara merece a menção especial, Elvin Jones, sua liberdade e pulsação deixava Trane voando cada vez mais alto...

Durante o seu crescimento espiritual que teve, refletiu-se em seu som.
O disco "OM" foi o início, como começa todo o Mantra.
E assim, Trane mudando tudo...



Um relato.
Quando comecei a ouvir novamente esse disco "A Love Supreme" pela manhã a caminho da UniRio.
Um arrepio invadia o meu ser...
Ficava até com medo de sair do ar...Isolado do mundo através do fone...
Ficava calado o tempo todo...eu colocava o disco inteiro na função repeat, ele ia tocando sem parar a manhã toda...
Comecei a perceber cores que ainda não tinha captado.
E disse: O som do Trane é alienígena.
É a comunicação extra-terrestre no mais alto grau de PES(Percepção extra-sensorial)





Com Hermeto foi a mesma coisa...vendo pela primeira em 78 no melhor Festival de Jazz de SP.
Pensei comigo mesmo, caramba!! tudo soa diferente, é uma fusão de brasilidade com o ritmo brasileiro tocado de uma forma experimental.
A linha da improvisação não é baseada na estrutura do jazz, é oriunda do elemento criativo de cada um dos seus músicos.
A linha melódica traça uma conversa com a seção rítmica fora do beat do jazz, e tudo muito solto, o diálogo é livre entre eles.


 Com Hermeto, Trane, Miles, Bird, o som nunca mais foi o mesmo...



terça-feira, 5 de setembro de 2017

O JAZZ- UMA FORÇA ARREBATADORA


O jazz tem disso, ele te pega de um jeito que você não larga mais.

Adoro rock, progressivo, blues, Fusion, Clássico, instrumental brasileiro e na minha mente tem lugar para tudo e graças a minha pré-disposição entendo qualquer coisa musicalmente falando sem me ater a pré conceito, preconceito ou qualquer ato fundamentalista ligado a musica e os seus criadores não importando a vertente.
Mas o Jazz tem algo mágico, a linha da improvisação é sempre fascinante, o beat é a arrebatador, o baixo andando é surpreendente, o piano constrói e desconstrói tudo no tema...a bateria vem quebrando tudo na concepção ritmica, os metais ficam em brasas.
É o jazz que vive e sinto a cada dia da minha existência na Terra.
É um cara foi responsável por isso tudo, JOSÉ DOMINGOS Raffaelli, pai do grande camarada Flavio Raffaelli 
OBRIGADO

domingo, 3 de setembro de 2017

SOBRE A SEXUALIDADE.

Sobre a diversidade sexual
Existe desde que o mundo é mundo:
A decisão é de cada um.
Gato querer virar gata
gata querer virar gato
gato com gato
gata com gata
gato com gato, gata com gata e tudo misturado nessa gataria.
Não importa, desde Roma, Ilha de Lesbos na Grécia.
Como as pessoas "ditas como normais" querem mudar o rumo da história da diversidade sexual.
A Revolução de Stonewall provou que todos tem o seu lugar nesse planetinha confuso.
Será que somente eu respeita tudo isso e convive de boa com eles?
ATENÇÃO OS DITOS NORMAIS, VÃO PROCURAR O QUE FAZER.

 E tem mais, o que interessa a opção sexual das pessoas, o que impede que um homem hétero não transe com um homem, vale para a mulher também e vou mais longe: O que garante que um homem totalmente gay não transe com uma mulher e uma mulher na sua total essência lés não transe com um homem?

Fica o questionamento com uma boa dose de reflexão do pensamento livre.

terça-feira, 29 de agosto de 2017

MÚSICA E COMPORTAMENTO.

A música vai muito além do gosto disso e não gosto daquilo...Fulano toca mais...beltrano toca menos...o jazz é tudo...rock é melhor...que nada MPB que é o grande lance...nada disso...prefiro progressivo...blues é mais simples...A música erudita é a mais pura...
TUDO ERRADO...A música vai muito além disso: Requer estudo, dedicação, imparcialidade sonora, inventividade e amadurecimento. ISSO LEVA TEMPO E BOTA TEMPO NISSO.
E UM PÚBLICO EDUCADO A OUVIR O QUE ELA TEM DE MELHOR...
TEM MUITO MÚSICO...E POUCA MÚSICA..
Mais importante do que conhecer o trabalho de um artista(no caso) o músico é ter capacidade de entender a sua proposta musical.
Não creio que muitos tenham desenvolvido esse tipo de percepção. Isso leva tempo...horas e horas ouvindo, pesquisando, discutindo e tal...tal...tal...
No meu tempo, ouvia-se sons de 20 ' ou mais...hoje soa tudo tão rápido que mesmo o cara não estando nos seus melhores dias O PESSOAL APLAUDE...é tudo ligado no automático...Os sons passam e quase nada foi captado...Somente o momento. As pessoas falam demais nos lugares, ostentam pelo valor pago no ingresso, ficam com aquela ar posudo, sorrindo sem parar...discute-se de tudo...menos o som em questão.

Nessa seara tem a turma que realmente sabe ouvir e entender a introdução do tema, desenvolvimento do improviso e a conclusão final.
E o melhor som nem sempre vem dos medalhões que tocam quase sempre nos mesmos lugares criando um cartel onde acontece algo como:ninguém toca, só a minha galera.
Na rua rola coisa interessante, ou em lugares alternativos, longe do músico predatório onde vale a lei "tapinha nas costas e fora daqui que o lugar o meu".

É assim que procede-se em todas as esferas da arte pura.

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

CAUSOS SONOROS I


Hendrix era outro visionário...Quando tocou em Londres ficou sabendo que Paul McCartney e uma parte dos Beatles estavam na plateia...tocou uma versão de Sgt Peppers que os quatro cavaleiros literalmente caíram do cavalo.

O sargento foi promovido a tenente, a pimenta virou um ácido lisérgico e o clube dos corações solitários estavam cheios de gatas nuas.
Um loucura....um trio que mais parecia uma banda completa.



Jaco queria uma sonoridade do baixo acústico e teve que se reinventar, arrancou ele mesmo os trastes do seu Jazz Bass, passou uma massa epóxi, e o resto é história.

Sua levada veio através do cacarejar de uma galinha(soa até engraçado), seu tema "The Chicken" é um resumo do seu som
E certa vez, ele proferiu: o som não vem do meu baixo e nem do meu sistema de amplificador, e sim, dos meus dedos.

Quando Miles aboliu o piano acústico, convocou o jovem Armando "Anthony" Corea para pilotar o Fender Rhodes com distorcedor e passou ele mesmo a tríade de acordes que Chick poderia criar em cima.
Foi o jovem John Mclaughlin que levou Miles ao cinema para ver o Filme-concerto do Festival de Monterey e quando chegou a parte do Hendrix detonando tudo, ele disse ao Mclaughlin:
É esse som que estou pensando em fazer, John achou legal.
Ele simplesmente adotou os pedais empregado por Hendrix: Um wha-wha Cry Baby, Univibe, Fuzz Tone e eletrificou o trompete.
E o resto é história.

domingo, 23 de julho de 2017

ESCLARECENDO E CONSIDERAÇÃO.

Esclarecendo:


Não sou a palavra final em nada e tão pouco o jovem senhor sabe tudo(muito longe disso), apenas funciono como um GPS da ambiência cultural no Brasil e no mundo: Arte, cinema, som, música, ciência e tecnologia de informação, é a convergência nesse perfil Livre, Social e Democrático.


Totalmente conectado no entorno. Emprego a internet e tento sempre extrair o que há de melhor nela.

O resto não me interessa principalmente futilidade, disse e me disse e política.

Quando o músico se torna inrotulável é sinal que ele está criando o tempo todo.
O meio musical  de Sampa ainda é muito fascinante mesmo nessa crise e no atual ambiente predatório.
 Desde da entrada dos anos 90 o Rio de Janeiro amarga uma franca decadência musical. 
A galera que produz som de qualidade em Sampa, anda improvisando de verdade, fora do padrão americanista.
Em relação a ficar ligado no que acontece fica a sugestão: Não tenho tv por assinatura, tão pouco a tv aberta, Bostaflix? nem pretendo, meu canal onde EU ESCOLHO o que ver, ouvir, entender e consumir cultura de fato e de direito.
Atende pelo nome de YOUTUBE.

domingo, 16 de julho de 2017

Ainda sobre Janis no OI Futuro

Um depoimento para o camarada Lourenço Andre Travascio amigo e parceiro dos anos 70 do tempo de Jacarepaguá.
Quando esse jovem senhor sentado na cadeira dentro do Oi Futuro, no dia 25/06/17 ainda pensando como seria esse monólogo-concerto-espetáculo em nenhum momento ele esperou pelo erro ou por algo chamado cover que nada ele tem contra.
E segue a espera....Janis entra a luz paira sobre ela, o monólogo começa...É Janis no palco...
E de repente, a melodia da guitarra sugere algo arrebatador..." Ball and Chain" de Big Mama Thorton inicia...E lágrimas descem naturalmente e uma banda poderosa segue, e tão logo, ele se dá conta que JANIS VIVE.

E tem sido assim, toda vez que o jovem senhor se senta na fila 3c o arrebatamento acontece em 80'.

Que bom Lourenço Andre Travascio que você esteve também com Janis...Seria bacana se todos fossem Marcos Aurelio Trindade Lucia Trindade Dinho Sapo Silva mais esse Jovem senhor  e todos no mesmo dia, um ao lado do outro vidrados nesse monólogo-concerto-espetáculo para uma celebração de um tempo que ficou em nossa memória.

E finalmente hoje é uma breve despedida...Até uma próxima...
Dedicado também para Alice Cavalcante e Luísa Reis fazendo um belíssimo papel na produção e toda a banda, Em especial  Carol Fazu e a própria Janis .


Agora Mauro Wermelinger desabafa:
 Bom dia, Janis saiba que estou um pouco triste pelo fim dessa temporada. Contudo, sei que você vai cantar em outro espaço, o Cosmo conspira para tal. Você finalmente vai se premiada e reconhecida ainda mais pelo sistema vigente.

Sua banda é incrível, eles evoluíram com o passar dos anos 60/70...

E no dia 16 retorno pela quarta vez para o monólogo-concerto-espetáculo.

Tenha um bom dia, Janis e um abraço forte para a sua amiga Carol Fazu


segunda-feira, 3 de julho de 2017

Vida, cultura, grana...

Apesar das agruras da vida...
Ainda vivo pelo que acredito: Livros, cinema, arte, teatro, música, biblioteca, museu, ciência e tecnologia de informação. E pelos anos 70: Foi uma época mágica, por isso, não sinto depressão, tristeza, angústia, vivo na minha, criei esse mundo, e nele que vivo, e nele um dia  vou partir. Se muitos se adequaram ao sistema vigente, eu não, apenas vivo nele. Estou sempre  em linha reta e o preço pago por viver pela autenticidade é alto, tem que ser firme.
          No meu tempo a ferramenta de busca para encontrar concerto, cinema, teatro, exposição, e tal...tal...tal...Era o Segundo Caderno do Jornal do Brasil(Porque não lia o Jornal Globo). É por isso, que estive presente em quase todas, vivia ligado atrás de cultura e já era uma figurinha fácil nesse tipo de evento... Nem pagava para entrar pois sempre tinha alguém que me convidava, agora muito por conta do amplo conhecimento cultural que sempre fiz questão de passar. Nessa época já fazia o que hoje é chamado de compartilhamento da boa informação e como sempre andei de bolsa(desde de pequeno), sempre carregava livro, periódico, recorte de jornal e foi assim por mais trinta anos.
          Ter cultura nunca foi sinônimo de ter grana. Aculturamento se faz no interesse de cada um. Agora certamente o conhecimento musical adquirido veio através dos programas Eldo-Pop Rádio Globo. Noturno na JB FM, Arte Final Jazz JB AM, Tribuna FM, 60 minutos de música contemporânea JB AM, Radio Mec Fm para música clássica, Fluminense Maltida FM, através de muita leitura com uma forte tendência  de decorar ficha técnica, o que proporcionou o alicerce para essa construção.

   

sexta-feira, 23 de junho de 2017

SOBRE AS DROGAS.

Janis durante a tour em Frankfurt estava completamente sóbria, aliás, tocar com músicos profissionais a fez ficar mais séria em relação a isso. E notável seu alto poder de performance.
Bandas como a Full Tilt Boogie Band e a Kozmic Blues Band ficou mais do que provado que não podia ser do jeito que ela pensava apesar do seu potencial. Janis morreu porque estava muito tempo sem usar droga há mais de meses, estava gravando o disco que acabou saindo como póstumo o antológico "PEARL".
Seu corpo não aguentou a dose muito pura do cavalo branco e finalmente o cavalo branco a derrubou.
E o resto é história.
Droga e arte realmente não combina com nada, aliás, gozações à parte, ACHO ESSA COISA DA DROGA UMA MERDA.
Aliás, nunca entendi direito porque tanta gente se droga...Se consegue ser louco sem ela e muito mais...E o melhor, no controle total da situação.Quando comento sobre droga me refiro também ao álcool, ansiolítico, barbitúrico, anfetamina, Metedrina ou Metanfetamina, Speed e derivados...Todas elas são uma bosta.
Trabalhei por 20 anos de meia-noite a seis da manhã e via como os meus colegas se drogavam para continuarem acordados. Nunca precisei porque sacava que a energia estava no ar, bastava catalisar a mente e andar focado
E a contradição dessa história é que a grande maioria com aquela cara de bom moço, cabelinho cortado, barbinha feita, casados com filhos, na seção inteira somente eu com esse layout...E o mais sóbrio. Soube num outro dia que muitos já morreram... 
E quando a cocaína entrou no sistema bancário, ai foi aquela festa nos anos 80.... Sem cheiro, sem fumaça... Em cinco anos muitos morreram subindo morro atrás dessa merda branca. Era notável a turma toda elétrica por conta da cocaína...
Nos anos 70 tinha uma galera que pegava pesado, mal saia de casa parava numa esquina para tomar uma picada direto na veia, era muito comum naquela época. Eles misturavam anfetamina com água destilada e saiam do ar... As meninas tomavam na perna, coxas para não dar bandeira.
Tinha uma galera com os braços todos furados...Dava pena, eu deveria ter uns 14 anos..
Alguns perderam a perna por conta de atravessar a rua muito doido, uns morreram de overdose....Esse foi o lado negro dos anos 70. E hoje temos o crack e outras merdas... 
Janis era assim mesmo, levantava de manhã e dizia vou tomar uma picada, alguém falava, porque você está fazendo isso?
Ela respondia: Porque não tem nada pra fazer...
E bem por ai...
Quer um conselho, MANTENHA-SE LONGE DELAS...é fácil, ensine o seu cérebro a entender o significado da palavra EU NÃO PRECISO DISSO, simples assim, não precisa virar crente, ficar chato, moralista, reacionário e nem vai perder amizade por ser limpo. Sem querer tirar onda, sou o maior exemplo disso, quem me conhece sabe.


quarta-feira, 21 de junho de 2017

JANIS- NO OI FUTURO...OU DE VOLTA AOS ANOS 70.

De fato o espetáculo Janis surpreende por vários aspectos:
 O Contexto histórico do monólogo-concerto-espetáculo que permeia em detalhe a vida de Janis Lyn Joplin (Pesquisa sublime) de Diogo Liberano que teceu a história perfeita de Janis, não esqueceu nem sua aparição no Programa Dick Cavett Show, suas cartas para sua mãe e familiares, o detalhe dos gatos, seu drama...enfim, tudo muito detalhado.
Sobre Carol Fazu revivendo Janis Joplin.
 A interpretação e dote vocal da protagonista Carol Fazu reencarnando Janis sem ser caricata, expressão facial, modo de dançar, pronúncia perfeita das letras, amor, devoção e entrega pelo Universo Joplineano. Carol Pazu passa uma credibilidade sem precedente, como um atestado de qualidade indiscutível e indescritível ao retratar Janis, o mais interessante: Duas cantoras brancas soando negroíde a cada canção, a cada lamento, é o Grito do Escravo negro norte-americano sofrendo na plantação de algodão e nesse sentido, ambas são fidedignas. Além de uma potência vocal que alcança uma extensão surpreendente  no modo de cantar e interpretar Janis Joplin, Seu timbre é forte e bem afinado.
Sobre a equipe técnica que compõe o monólogo-concerto-espetáculo destaco:
Um figurino belíssimo pela equipe de Humberto Silva Jr onde realmente Carol Fazu é a própria Janis e ainda um salve para a preparação vocal de Patricia Maia que soube extrair toda a musicalidade da protagonista que sabe o que faz o tempo todo.
Sobre a banda:
Uma formação exemplar tudo muito bem tocado, indo além do Big Brother&Holding Company, sustentado por um baterista cuidadoso, timbre belíssimo com Eduardo Rorato.
Um guitarrista canhoto de 19 anos Arthur Martau tocando muito e um timbre simplesmente divino. Antonio Van Ahn pilotando um teclado com um som de Hammond emulando uma caixa Leslie perfeito, o sax tenor  de Gilson Freitas colocado com maestria nos temas em que o instrumento é exigido por conta do arranjo original...e o baixo elegantérrimo de Marcelo Müller sustentando e fraseando no momento certo.
Se Janis Joplin precisou de uma banda melhor do que a formação original do BBHC adotando a furiosa e competente Full Tilt Boogie Band para expandir seu canto e performance, no Monólogo-concerto-espetáculo  “Janis” isso não é necessário, a banda decola com ela durante os 80 minutos.
Tudo soa perfeito demais.. O monólogo-concerto-espetáculo  suplanta o distorcido  “é parecido”, “soa igual”...Tudo vai muito além do quesito comparativo...Tudo é vivo demais...Agora abrir com "Ball and chain" fez as lágrimas descerem..."Summertime" é ponto alto do espetáculo-concerto em meio ao alto nível apresentando.
Aspecto técnico:
Em relação à parte técnica, algo realmente belo de ser ver, ouvir e sentir, começando pela iluminação é um espetáculo à parte a cargo de Fernanda e Tiago Mantovani, o som por Branco Ferreira soa limpo, claro e sem perder o punch dos anos 70.
De fato, o mundo acabou nos anos 70 e no Oi Futuro com Carol Fazu e essa banda... Ela vive por 80'.  Foi duro ficar sentado e a emoção tomando conta a cada intervenção de Carol e os temas sendo costurados com maestria.

#JANISVIVECAROLFAZU