domingo, 23 de julho de 2017

ESCLARECENDO E CONSIDERAÇÃO.

Esclarecendo:


Não sou a palavra final em nada e tão pouco o jovem senhor sabe tudo(muito longe disso), apenas funciono como um GPS da ambiência cultural no Brasil e no mundo: Arte, cinema, som, música, ciência e tecnologia de informação, é a convergência nesse perfil Livre, Social e Democrático.


Totalmente conectado no entorno. Emprego a internet e tento sempre extrair o que há de melhor nela.

O resto não me interessa principalmente futilidade, disse e me disse e política.
Quando o músico se torna inrotulável é sinal que ele está criando o tempo todo.
O meio musical  de Sampa ainda é muito fascinante mesmo nessa crise e no atual ambiente predatório.
 Desde da entrada dos anos 90 o Rio de Janeiro amarga uma franca decadência musical. 
A galera que produz som de qualidade em Sampa, anda improvisando de verdade, fora do padrão americanista.
Em relação a ficar ligado no que acontece fica a sugestão: Não tenho tv por assinatura, tão pouco a tv aberta, Bostaflix? nem pretendo, meu canal onde EU ESCOLHO o que ver, ouvir, entender e consumir cultura de fato e de direito.
Atende pelo nome de YOUTUBE.

domingo, 16 de julho de 2017

Ainda sobre Janis no OI Futuro

Um depoimento para o camarada Lourenço Andre Travascio amigo e parceiro dos anos 70 do tempo de Jacarepaguá.
Quando esse jovem senhor sentado na cadeira dentro do Oi Futuro, no dia 25/06/17 ainda pensando como seria esse monólogo-concerto-espetáculo em nenhum momento ele esperou pelo erro ou por algo chamado cover que nada ele tem contra.
E segue a espera....Janis entra a luz paira sobre ela, o monólogo começa...É Janis no palco...
E de repente, a melodia da guitarra sugere algo arrebatador..." Ball and Chain" de Big Mama Thorton inicia...E lágrimas descem naturalmente e uma banda poderosa segue, e tão logo ele se dá conta que JANIS VIVE.

E tem sido assim, toda vez que o jovem senhor se senta na fila 3c o arrebatamento acontece em 80'.

Que bom Lourenço Andre Travascio que você esteve também com Janis...Seria bacana se todos fossem Marcos Aurelio Trindade Lucia Trindade Dinho Sapo Silva mais esse Jovem senhor  e todos no mesmo dia, um ao lado do outro vidrados nesse monólogo-concerto-espetáculo para uma celebração de um tempo que ficou em nossa memória.

E finalmente hoje é uma breve despedida...Até uma próxima...
Dedicado também para Alice Cavalcante e Luísa Reis fazendo um belíssimo papel na produção e toda a banda, Em especial  Carol Fazu e a própria Janis .


Agora Mauro Wermelinger desabafa:
 Bom dia, Janis saiba que estou um pouco triste pelo fim dessa temporada. Contudo, sei que você vai cantar em outro espaço, o Cosmo conspira para tal. Você finalmente vai se premiada e reconhecida ainda mais pelo sistema vigente.

Sua banda é incrível, eles evoluíram com o passar dos anos 60/70...

E no dia 16 retorno pela quarta vez para o monólogo-concerto-espetáculo.

Tenha um bom dia, Janis e um abraço forte para a sua amiga Carol Fazu


segunda-feira, 3 de julho de 2017

Vida, cultura, grana...

Apesar das agruras da vida...
Ainda vivo pelo que acredito: Livros, cinema, arte, teatro, música, biblioteca, museu, ciência e tecnologia de informação. E pelos anos 70: Foi uma época mágica, por isso, não sinto depressão, tristeza, angústia, vivo na minha, criei esse mundo, e nele que vivo, e nele um dia  vou partir. Se muitos se adequaram ao sistema vigente, eu não, apenas vivo nele. Estou sempre  em linha reta e o preço pago por viver pela autenticidade é alto, tem que ser firme.
          No meu tempo a ferramenta de busca para encontrar concerto, cinema, teatro, exposição, e tal...tal...tal...Era o Segundo Caderno do Jornal do Brasil(Porque não lia o Jornal Globo). É por isso, que estive presente em quase todas, vivia ligado atrás de cultura e já era uma figurinha fácil nesse tipo de evento... Nem pagava para entrar pois sempre tinha alguém que me convidava, agora muito por conta do amplo conhecimento cultural que sempre fiz questão de passar. Nessa época já fazia o que hoje é chamado de compartilhamento da boa informação e como sempre andei de bolsa(desde de pequeno), sempre carregava livro, periódico, recorte de jornal e foi assim por mais trinta anos.
          Ter cultura nunca foi sinônimo de ter grana. Aculturamento se faz no interesse de cada um. Agora certamente o conhecimento musical adquirido veio através dos programas Eldo-Pop Rádio Globo. Noturno na JB FM, Arte Final Jazz JB AM, Tribuna FM, 60 minutos de música contemporânea JB AM, Radio Mec Fm para música clássica, Fluminense Maltida FM, através de muita leitura com uma forte tendência  de decorar ficha técnica, o que proporcionou o alicerce para essa construção.

   

sexta-feira, 23 de junho de 2017

SOBRE AS DROGAS.

Janis durante a tour em Frankfurt estava completamente sóbria, aliás, tocar com músicos profissionais a fez ficar mais séria em relação a isso. E notável seu alto poder de performance.
Bandas como a Full Tilt Boogie Band e a Kozmic Blues Band ficou mais do que provado que não podia ser do jeito que ela pensava apesar do seu potencial. Janis morreu porque estava muito tempo sem usar droga há mais de meses, estava gravando o disco que acabou saindo como póstumo o antológico "PEARL".
Seu corpo não aguentou a dose muito pura do cavalo branco e finalmente o cavalo branco a derrubou.
E o resto é história.
Droga e arte realmente não combina com nada, aliás, gozações à parte, ACHO ESSA COISA DA DROGA UMA MERDA.
Aliás, nunca entendi direito porque tanta gente se droga...Se consegue ser louco sem ela e muito mais...E o melhor, no controle total da situação.Quando comento sobre droga me refiro também ao álcool, ansiolítico, barbitúrico, anfetamina, Metedrina ou Metanfetamina, Speed e derivados...Todas elas são uma bosta.
Trabalhei por 20 anos de meia-noite a seis da manhã e via como os meus colegas se drogavam para continuarem acordados. Nunca precisei porque sacava que a energia estava no ar, bastava catalisar a mente e andar focado
E a contradição dessa história é que a grande maioria com aquela cara de bom moço, cabelinho cortado, barbinha feita, casados com filhos, na seção inteira somente eu com esse layout...E o mais sóbrio. Soube num outro dia que muitos já morreram... 
E quando a cocaína entrou no sistema bancário, ai foi aquela festa nos anos 80.... Sem cheiro, sem fumaça... Em cinco anos muitos morreram subindo morro atrás dessa merda branca. Era notável a turma toda elétrica por conta da cocaína...
Nos anos 70 tinha uma galera que pegava pesado, mal saia de casa parava numa esquina para tomar uma picada direto na veia, era muito comum naquela época. Eles misturavam anfetamina com água destilada e saiam do ar... As meninas tomavam na perna, coxas para não dar bandeira.
Tinha uma galera com os braços todos furados...Dava pena, eu deveria ter uns 14 anos..
Alguns perderam a perna por conta de atravessar a rua muito doido, uns morreram de overdose....Esse foi o lado negro dos anos 70. E hoje temos o crack e outras merdas... 
Janis era assim mesmo, levantava de manhã e dizia vou tomar uma picada, alguém falava, porque você está fazendo isso?
Ela respondia: Porque não tem nada pra fazer...
E bem por ai...
Quer um conselho, MANTENHA-SE LONGE DELAS...é fácil, ensine o seu cérebro a entender o significado da palavra EU NÃO PRECISO DISSO, simples assim, não precisa virar crente, ficar chato, moralista, reacionário e nem vai perder amizade por ser limpo. Sem querer tirar onda, sou o maior exemplo disso, quem me conhece sabe.


quarta-feira, 21 de junho de 2017

JANIS- NO OI FUTURO...OU DE VOLTA AOS ANOS 70.

De fato o espetáculo Janis surpreende por vários aspectos:
 O Contexto histórico do monólogo-concerto-espetáculo que permeia em detalhe a vida de Janis Lyn Joplin (Pesquisa sublime) de Diogo Liberano que teceu a história perfeita de Janis, não esqueceu nem sua aparição no Programa Dick Cavett Show, suas cartas para sua mãe e familiares, o detalhe dos gatos, seu drama...enfim, tudo muito detalhado.
Sobre Carol Fazu revivendo Janis Joplin.
 A interpretação e dote vocal da protagonista Carol Fazu reencarnando Janis sem ser caricata, expressão facial, modo de dançar, pronúncia perfeita das letras, amor, devoção e entrega pelo Universo Joplineano. Carol Pazu passa uma credibilidade sem precedente, como um atestado de qualidade indiscutível e indescritível ao retratar Janis, o mais interessante: Duas cantoras brancas soando negroíde a cada canção, a cada lamento, é o Grito do Escravo negro norte-americano sofrendo na plantação de algodão e nesse sentido, ambas são fidedignas. Além de uma potência vocal que alcança uma extensão surpreendente  no modo de cantar e interpretar Janis Joplin, Seu timbre é forte e bem afinado.
Sobre a equipe técnica que compõe o monólogo-concerto-espetáculo destaco:
Um figurino belíssimo pela equipe de Humberto Silva Jr onde realmente Carol Fazu é a própria Janis e ainda um salve para a preparação vocal de Patricia Maia que soube extrair toda a musicalidade da protagonista que sabe o que faz o tempo todo.
Sobre a banda:
Uma formação exemplar tudo muito bem tocado, indo além do Big Brother&Holding Company, sustentado por um baterista cuidadoso, timbre belíssimo com Eduardo Rorato.
Um guitarrista canhoto de 19 anos Arthur Martau tocando muito e um timbre simplesmente divino. Antonio Van Ahn pilotando um teclado com um som de Hammond emulando uma caixa Leslie perfeito, o sax tenor  de Gilson Freitas colocado com maestria nos temas em que o instrumento é exigido por conta do arranjo original...e o baixo elegantérrimo de Marcelo Müller sustentando e fraseando no momento certo.
Se Janis Joplin precisou de uma banda melhor do que a formação original do BBHC adotando a furiosa e competente Full Tilt Boogie Band para expandir seu canto e performance, no Monólogo-concerto-espetáculo  “Janis” isso não é necessário, a banda decola com ela durante os 80 minutos.
Tudo soa perfeito demais.. O monólogo-concerto-espetáculo  suplanta o distorcido  “é parecido”, “soa igual”...Tudo vai muito além do quesito comparativo...Tudo é vivo demais...Agora abrir com "Ball and chain" fez as lágrimas descerem..."Summertime" é ponto alto do espetáculo-concerto em meio ao alto nível apresentando.
Aspecto técnico:
Em relação à parte técnica, algo realmente belo de ser ver, ouvir e sentir, começando pela iluminação é um espetáculo à parte a cargo de Fernanda e Tiago Mantovani, o som por Branco Ferreira soa limpo, claro e sem perder o punch dos anos 70.
De fato, o mundo acabou nos anos 70 e no Oi Futuro com Carol Fazu e essa banda... Ela vive por 80'.  Foi duro ficar sentado e a emoção tomando conta a cada intervenção de Carol e os temas sendo costurados com maestria.

#JANISVIVECAROLFAZU

terça-feira, 16 de maio de 2017

A NOVA ERA DA INCERTEZA;

Fato que a situação econômica do Rio de Janeiro e do Brasil anda de mal a pior, a grana simplesmente sumiu. A ordem é segurar o que tem na mão e cortar ao máximo os custos.
Vivemos uma época estranha, de um tempo idem, de muita desconfiança, da total falta de grana e cultura. É a Nova Era da Incerteza em curso e detonando tudo.
          Até para um cara que vive no Mundo da Lua e de um jeito muito simples sente na alma a situação negra em que vivemos. O que ameniza são os livros, os discos, o som, a sétima arte, e toda forma de arte, meus gatos, meu trabalho, meu estudo, e com eles viajo sem sai do lugar, e nem preciso tomar nada para isso. 
Sentindo tristeza. Contudo, mantendo a mente firme, o equilíbrio, a sensatez para aguentar tudo isso.
As pessoas no geral perdem o senso por pouco, nervos em ponto de ebulição.Todo cuidado é pouco no tratamento interpessoal.
O ar anda bem pesado, basta dar uma volta e ver o semblante das pessoas...
E pensar que nos anos 70/80 esse mundo de hoje soa bem distante.

terça-feira, 2 de maio de 2017

ENFIM...ACABOU A SUPREMACIA...

 Enquanto muitos(as) encontram e não compartilham(o que considero um absurdo) faço exatamente ao contrário, tudo que encontro compartilho, por isso, não compactuo com certos grupos e pessoas que prezam pelo egocentrismo e egoísmo,
Não existe nada que tenha encontrado que não fiz o devido compartilhamento com acesso público.Essa turma está na Era do eu tenho, eu encontrei, só eu tenho acesso...kkkkkkkkkkTim Bernes-Lee acertou em cheio quando criou a internet, nivelou os povos acabando com a supremacia dos 'caciques' e hoje e faz tempo 'os índios' fazem a festa

quinta-feira, 27 de abril de 2017

ARISMAR...UM POEMA DE SOM...

Resolvi publicar no blog..

Arismar Do Espirito Santo muitos ao ater risam...
cristais de eco... 
há bem soados...
grave idade zero...
mente clara dez...
toque sem retoques...
toca da Lapa lucida...
gato que curte Zappa ama Hermeto...ouve Malta...Vinícius e Jotapê...
(sondaspalavras)...#juroquetudoésom...

sexta-feira, 14 de abril de 2017

BRASIL, A REALIDADE EM UM PARÁGRAFO


O atual Crime Organizado do Estado Brasileiro merece uma espécie de "Julgamento de Nuremberg" onde todos os políticos possam ser condenados pelos crimes que praticam contra um País que um dia teve "Ordem e Progresso'.

Hoje não passa de um País quebrado que vive uma desordem sem igual e um retrocesso a longo prazo sem precedente na sua história.

O Brasil hoje é um Pais desacreditado, assaltado, desigual,
A Era da Incerteza em curso...

Segundo Parágrafo(Em construção)
A classe política brasileira é uma fonte inesgotável e inspiradora(entre eles mesmo) para a propagação do caos, do mal, um câncer em processo de metástase, colocando uma nação inteira a padecer diariamente, por conta de sua ganância e sede de poder e grana.

domingo, 2 de abril de 2017

ESCUTA PRESTE ATENÇÃO NO SOM.


Tem horas que o perfil pega pesado com algum usuário(a) de rede social como o Facebook
Mas não é proposital, ele tenta fazer com que as pessoas que gostam de som realmente contribuam para a Percepção Extra-S😀✌️☮️ensorial da música, do som, dos músicos SEM BARREIRAS.
Que fique claro: Quando alguém comenta sobre som e fundamentado em conhecimento não precisa dizer que tem isso ou aquilo, claro que uma observação é válida.
 Contudo, o que vale mesmo é a sabedoria musical e sonora de cada um e que prevaleça o senso estético-musical sem sobrepor o ego e a tal ostentação. Pelo comentário fica claro o grau de conhecimento de cada um ao EXPOR SUA LINHA DE PENSAMENTO E CONHECIMENTO.
#TENHODITOATESTOEDOUFÉ,

Ouvir sem comparar...com certeza vai sentir e ouvir muito melhor...
#TENHODITO


O que tento fazer?
Transpor em texto tudo aquilo que ouço há mais de 40 anos.
Tento transformar o som que escuto em uma história. 
E agradeço por ter tanto músico bom ao meu redor, os presentes e os ausentes.

terça-feira, 14 de março de 2017

A ECM PARTE 1

Quando a ECM começou o seu aporte por aqui pensei: O que está acontecendo com o som? cadê a métrica? a pulsação, o tempo 1...o beat do jazz americano, o walking bass...Eles num passe de mágica sonora desapareceram...O som passou a ser concebido de uma maneira flutuante dentro do estúdio do alemão Manfred Eicher que simplesmente deixou rolar a gravação do seu cast.
A ECM simplesmente decidiu fazer 'o melhor som depois do silêncio"
Aboliram também a foto do artista na capa principal substituindo por paisagem abstrata...
Até Jaco gravou na ECM, John Mclaughlin participou mais tarde no disco "Making Music" do tablista Zakir Hussain...

segunda-feira, 13 de março de 2017

WERMELINGER CLOUD

https://www.facebook.com/notes/mauro-wermelinger/wermelinger-cloud/1425609604155777

terça-feira, 7 de março de 2017

WEBER, EBERHARD

A história desse disco, foi o primeiro que comprei quando a Polygram dentro da série Classics que lançou uma leva bacana dos discos da ECM nacional (bem mais em conta)entre 79/80.

Já conhecia o alemão IBIHARD WIBAR(pronúncia alemã) e pirei com esse solo...

Ouvi tanto que decorei as passagens mentalmente...
Olha é um assunto profundamente sério esse tema.



O alemão Weber, Eberhard deu uma linguagem única ao contrabaixo eletroacústico com a equivalência ao feito por Jaco Pastorius no baixo elétrico.

Músico vanguardista do renomado selo do visionário e ex-contrabaixista da Orquestra Sinfônica de Oslo, Manfred Eicher,

Que também teve a sacada de não estampar a face dos músicos na capa.
Dando ênfase na capa carregada de arte.
Fora a qualidade de captação de gravação e do som praticamente criado na hora dentro do estúdio.
Um belo dia ele disse: A ECM é "o melhor som depois do silêncio"
Ele tem razão até hoje. Som para poucos e uma audição ampla, geral e irrestrita completamente desprovida do estado comparativo.
ECM -Edição de música contemporânea.
ECM- Estado Concentrado de Música.




sábado, 4 de março de 2017

ZAPPA- ALGUMAS DEFINIÇÕES.


Algumas definições do UNIVERSO ZAPPA.
Zappeiro aquele que curte Zappa.
Zappista- o cara que saca muito de Zappa.
Zappatesco- Universo de Zappista que vivem imerso nesse mundo Zappa.
ZAPPARIA- Um monte de Zappistas conversando sobre o Universo Zappa.
Zappa-maníaco, apenas gosta e curte.
Zappa Fundamentalista- aquele que só ouve Zappa o dia inteiro...De vez em quando faço parte..kkk
Zappólogo- PHD em assunto Zappa: Ex: O reverendo Fábio Massari que lançou o livro "Detritos Cósmicos"

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

EVOLUÇÃO-REVOLUÇÃO-DERROCADA-INVOLUÇÃO

De fato a década 50 com os Beats,o  Bebop, o Rock and Roll nos 60...o início da contracultura em meados nos anos 60...E a explosão definitiva de uma década inteira criativa, os anos 70 mudaram o mundo e até hoje ecoa.

Dos anos 80,90, 2000 Quase ninguém se lembra.
Será que vão contar algo de revolucionário da década de 80 em diante??
Os beats iniciaram a revolução com sua literatura e o seu inconformismo...os anos 60 com sua rebeldia...Entre o final dos anos 60 e adentrando a década 70, LIGARAM A REVOLUÇÃO.

Na década de 80, a força-motriz de toda essa eletricidade começava a perder força...Nos anos 90 entrando em curto-circuito...
Na entrada do número 2 com mais três zeros...O blecaute começou a dar sinal de vida.
Em 2017 a luz de vela tentando iluminar o que sobrou...Depois ninguém sabe.
Três décadas de construção criativa(50/60/70)

80 uma década transitória;
90/2000 a desconstrução caminha...2017 a derrocada é cada vez mais forte.

E OS BEATS VIAJAM


Fevereiro...Os anos 50 renasce como a madrugada que chega ligando e energizando a mente....
Uma estrada remete ao CCBB, a invasão Beat toma de assalto as salas de cinema, veteranos e novatos numa comunhão e logo nomes como Kerouac, Ginsberg, Corso, Ferlinghetti, Burroughs surgem...O clima é outro durante cada projeção...Jazz, Bebop, dita o ritmo, o clima enfumaçado, a estrada, o portal do tempo para "On the road"...Ao som do berrante de Gary Snyder anuncia cada sessão...o tempo para dentro da sala... Fevereiro o mês que não tem fim...Um carro para em frente ao CCBB é Neil Cassady que chega agitando e falando sem parar...O público atônito...Do outro lado em frente a Candelária o ônibus "Further" estaciona e tudo parece uma viagem lisérgica com Ken Kesey fazendo barulho no hall do CCBB os Merry Pranksters alegrando tudo ..A projeção continua ..Renata Borges não acreditando no que estava rolando... Jennifer aparece com aquela caras e bocas, um tal de Mauro Wermelinger sentindo que tudo fazia parte desse movimento de escritores e poetas...Roberta Sauerbronn pulando de alegria.... É o efeito da Mostra Geração Beat que segue sua estrada.
Saiu agorinha enquanto assistia o documentário Jack Kerouac, o rei dos Beats.
Valeu!

domingo, 19 de fevereiro de 2017

A MINHA ORIGEM.


Como o protagonista desse perfil é um cidadão universal de passagem pelo Planeta Terra, ele mesmo resolveu contar sua origem.
Diário de bordo.
Data Estelar 20/02/1975
Sou oriundo do Planeta PSYCH OUT da galáxia Woodstelação, Colado no Planeta Ginsberg cercado de estrelas dos habitantes Kerouacianos, Burroughsnistas, e Ferlighensis.
Fica anos-luz desse Planetinha egoísta chamado Terra. Lá o guardião do universo Thimotius Learys cuida de tudo.
Ando bem ocupado terminando alguns lances sérios por aqui e tenho visto a Mostra Geração Beat 


 Em tempo: Esse Planeta não tolera fundamentalista sonoro. vão direto para o PLANETA REACIONARIUS I com o terrível Imperador MICHELIUS TEMUS.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

A ESSÊNCIA BEAT

De fato a história da contracultura americana é fascinante.
Um movimento social criado a partir dos anos 50 pela chamada Geração Beat, com a santíssima trindade dos poetas beats:Jack Kerouac, Allen Ginsberg e Willian Burroughs e na esteira outros escritores beat.
Michael McClure, Gary Snyder que tocou o berrante durante o I Encontro das Tribos no Golden Gate Parque, em 1967, Gregory Corso, o poeta negro LeRoi Jones, Anne Waldman, Lawrence Ferlinghetti entre outros.
Até a chegada da Feira de Arte e Música de Woodstock, antes um pouco o Festival de Folk&Jazz de Newport, Monterey...

Essa essência permeia até hoje em todas gerações.

A Mostra Geração Beat no CCBB entre 08 e 26 de Fevereiro, resgata naquele ritmo do bebop toda a sua essência.
O Beat vive..


Curiosidades da Geração Beat:
Jack Kerouac levou três semanas para escrever a bíblia beat "On The Road"

E para isso, ficou sete anos viajando "NA ESTRADA".

Outro dado curioso.Neal Cassady, nunca dormia, emendava trabalho com noitada, não comia, falava o tempo todo, quase sem parar...

Impressionante foi encontrado morto num trilho de trem no México.

A poetisa Anne Waldman do movimento beat da época aparece dando o seu depoimento no documentário: William Burroughs-Um retrato íntimo.
Em 1984 algo incrível aconteceu:

Finalmente, "ON THE ROAD" é lançado no Brasil e outros clássicos da literatura beat.

O protagonista desse perfil tinha 24 anos e começou a sua imersão por essa literatura...Nada mal.

Tendo em vista que hoje ele tem 56 anos.

Agradecimento:

Muito bom saber que esse documentário ´postado pelo protagonista desse blog tem servido de base para trabalho acadêmico.
O blogueiro agradece.

domingo, 5 de fevereiro de 2017

O SOM, A MÚSICA- UM RELACIONAMENTO SÉRIO.

Como sempre relato:Estive no momento certo, no ano correto, na hora certa e com as pessoas idem.
Do nada já fui chamado do Profeta do Som, de Professor Aloprado, teve uma época em que fui Mauro Rock, De Enciclopédia Ambulante do Som. Recentemente virei o Freud do Som, segundo a amiga da Claudia Rezende kkkk.
Devo realmente entender do assunto ou servir para algum propósito em relação a educação musical e ao Som.
Ainda bem que não virei especialista, colecionador ou fã... Seria aquela merda...

A famosa tríade da imbecilidade do som e da música

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

ABRINDO UMA EXCEÇÃO NO BLOG- MINHA VISÃO POLÍTICA 2

Participei desse documentário realizado pelo filho do Glauber Rocha, Eryk Rocha, editei essa parte em corte seco.
E esclareço que fui participei intensamente do PT na época do movimento "Diretas Já" e votei todas as vezes no Lula para Presidente...E hoje...Estamos como sempre à deriva.
Apareço no final dessa edição

Em tempo, estive presente sempre como câmera e pude registrar o momento em que Ulysses Guimarães e Lula pleiteavam pelas Diretas já, em plena Candelária.

Apenas esclarecendo aos incautos(as)

Estar no PT naquela época era como estar numa espécie de Woodstock Politico, era uma massa indo para uma direção de liberdade, ampla, geral e irrestrita.
Nunca pensei que o Brasil se transmutasse nessa ZONA.

Muito triste ver um Pais tão rico e ao mesmo tão pobre...Por conta do Crime Organizado do Estado Brasileiro.

Com tudo isso, ainda sou um idealista, acredito no poder da camaradagem entre os povos e o fim de qualquer tipo de pré ou preconceito sob toda a esfera da sociedade.

Creio que até hoje e tenho certeza que vou terminar assim...Movido pelo espírito que começou em 1969, naquele Festival que congregou a NAÇÃO WOODSTOCK.
Como nasci em 1960. Peguei uma puta carona nessa vibração toda...E NELA QUE ME BASEIO ATÉ HOJE.

Não do lado louco...E SIM., NO PODER DE AGREGAMENTO ENTRE OS POVOS PARA O BEM DE TODOS.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Recadinho ao mundo machista.

Recado ao mundo machista:
Infelizmente enquanto o homem continuar pensando somente com a cabeça de baixo a tendência é sempre essa. Homem comum morre de medo de mulher inteligente, lamentável.
Costumo dizer que existe HOMEM e homem, no meu caso em especial por conta do meu planeta de onde sou oriundo o PSYCH OUT. prefiro ser nenhum dos dois, eu me basto como um alienígena de passagem por esse Planetinha tão confuso.
No fundo homem é uma merda...lidar com mulheres é muito melhor(particularmente no meu caso)


A cabeça de baixo só deve pensar e agir quando ela for convocada. De resto deixa ela relaxar em cima dois travesseiros(entendeu?)
No fundo ela não serve pra quase nada...Apenas para dois casos específicos.

OK?

sábado, 21 de janeiro de 2017

O FACEBOOK É A INTERNET?


A INTERNET NÃO É O FACEBOOK...O MUNDO CIBERNÉTICO NÃO SE RESUME A ESSA INSOSSA REDE SOCIAL.

ELA É MUITO MAIS DO QUE ISSO, É UMA AUTO-ESTRADA ABERTA PARA O CONHECIMENTO. Entre sites, blogs, youtube entre outros(as)

Stewart Brand, Sir Tim Bernes Lee e John Perry Barlow não estão gostando disso.

É preciso que haja essa evolução virtual dos usuários.
Testemunho..

Acompanhei de perto a evolução dos computadores da ERA MAINFRAME, Passando pelo 486...até chegar no PC. Da tela de fósforo verde, do tubo CRT,(Tubo de raios catódicos), LCD E LED.

A internet discada via rede dial-up... A chegada da banda larga, e a internet via rádio no meu caso(Excelente) sem modem, sem combo, sem nada, apenas o cabo de rede conectado na máquina. A auto- estrada se abriu...E de repente com a criação do Facebook...Bestializou-se...Não no seu começo...É nesse atual momento 2014,2015,2016...

Para algo criado em 4 de fevereiro de 2004...
Aqui a situação é pior em relação ao Facebook.

Que começou sua operação em 18 de maio de 2010(Minha conta é dessa época) E hoje.,..

Ou seja, seu processo de bestialização começou entre 2014...Há muito deixou de ser um celeiro de intelectualidade, alto nível cultural e informação relevante.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

A MÚSICA INSTRUMENTAL NO RIO DE JANEIRO.

Pretendo contar um pouco dessa história...espero que curtam.


Sobre a Banda Black Rio.


Um pouco da história:

Depois de 20 dias consecutivos de ensaios e experimentações , a música de abertura de uma novela global tinha sido concebida, o antológico tema "Maria Fumaça", um marco na música instrumental brasileira.


"todo o poder para o povo"

 Tive sorte de ver a Banda Black Rio em ação por muitas vezes.

Conheci cada um deles. Posteriormente com o fim da banda, e a partida de Cláudio Stevenson, guitarrista e o único branco da banda e de Oberdan Magalhães. Só tive contato mesmo quase que direto com o trompetista Barrosinho, Era muita história.

Quando soube da partida do Barrosinho porque estranhei sua ausência pelo Centro com o seu Trompete, fiquei triste.

A missão aqui é manter essa memória toda viva...Tive sorte, pude estar presente em quase tudo quanto é lugar.
Os anos 70/80 foram quentes e demais da conta, abria-se o jornal e você não sabia qual concerto ver...Chegava a fazer jornada dupla, assistia um concerto 18:00, e depois outro 21:00, uma loucura cultural.

Era comum ver o Nico Assumpção quebrando tudo no Prudente Demais jazz club e ali perto uma grande jam no Rio jazz Club..

Dinheiro pra isso tudo?? nem precisava, virei amigo de todos vivia com as caras pra cima e pra baixo jameando. Lembro até hoje quando Arthur Maia me mostrou seu Fender Precision todo branco...que lindeza.
Na boa sacar de som foi a chave para o conhecimento e que colaborou e muito para transitar em todas as tribos...De Irajá, passando por Campo Grande, Santa Cruz ou Ipanema...Para um cara com eu nunca fez a menor diferença...Estou longe de qualquer mal, CULTURA E ARTE SUPLANTANDO TUDO.
E hoje aos 56, creio que ainda estou no caminho certo e morando na loucura da Lapa.(Continua)


domingo, 1 de janeiro de 2017

E O MUNDO MUDOU...


O mundo mudou depois da década 70...o auge criativo cedeu lugar ao processo de bestialização e o subculturismo em larga em escala.

A década transitória dos anos 80 foi o último suspiro.
Na década de 90, o processo predatório da cultura, deu a partida...
2000 em diante...É o que se vê, se ouve, se sente, se escreve e as relações interpessoais nem de longe lembra uma época de camaradagem e alto astral.
Fato esse que os grandes criadores da arte genuína vão partindo por conta do curso da vida de cada um, e se notar não estão surgindo outros e nem tão pouco uma substituição para suprir sua falta.

No seu lugar o artista efêmero que preza pelo descartável...
A imundice da subcultura ganhando cada vez mais proporção gigantesca.


Realmente o mundo mudou...

E nesse meio tempo fez-se a luz durante o concerto do Edu Lobo na Sala Cecília Meirelles recentemente...
Mauro Senise ontem disse:
"Que bom encontrar um teatro lotado com pessoas afim de ouvir música boa em meio a toda essa porcariada de hoje em dia"
(Dentro da Sala Cecília Meirelles, ontem)

Jimi Henrix certa vez declarou ao jornal Melody Maker:
Falou pela última vez à imprensa no Festival de Ilha de Wight(1970).✌️☮️☯️
"vamos ficar quietos algum tempo e juntar tudo o que aprendemos musicalmente nos últimos 30 anos e vamos misturar as ideias que deram certo numa nova forma de música. Vai ser difícil selecionar as coisas que deram certo, mas isto será feito. Quero uma orquestra. Não estou falando de três harpas e 14 violinos, mas uma orquestra inteira cheia de músicos competentes para os quais eu possa compor e reger, E com esta música pintaremos imagens da Terra e do Céu que conduzam o ouvinte a novos espaços".
Resumo:
É preciso cada vez mais de uma platéia educada e silenciosa e disposta a entender e perceber a mensagem proposta pelo músico.