sexta-feira, 22 de setembro de 2017

CAUSOS DA ELDO POP E OS ANOS 70.

 Eldo pop entrava no ar 7 da manhã e saia do ar as duas da madrugada de segunda domingo.
Tocando todo o acervo do Big Boy(afinal de contas) a rádio só existiu por conta dos seus discos.
Era rock, prog, temas longos, discos inteiros, Mpb de boa qualidade, rock nacional...E não tinha locução, não dizia o nome da banda, do músico, apenas as vinhetas e comerciais da época.
Como:
"poupe sua energia, use a nossa Light".

"Que lê jornal sabe mais e quem lê o Globo sabe muito mais ainda"

"Quem tiver seu carro rebocado pelo Detran no carnaval 76 só poderá pegar na quarta-feira de cinzas"

Spot de notícias da finada ELDO-POP.

 Em uma época sem a WWW entre 71 a 78.
Big Boy carregava uma maleta de couro com raridades em 45rpm, o que era na época chamado de "Segredo de Estado," ele não mostrava pra ninguém apenas tocava os discos.
De 71 a 78, a Eldo-pop foi o primeiro lugar no IBOPE, e o mais interessante bancado pelas ORGANIZAÇÕES GLOBO em plena Ditadura.
Outro fato curioso:
Durante um longo tempo morei na Rua Cândido Mendes, Glória e pertinho da Rádio Globo onde ficava a Eldo Pop.
Constantemente passava por ela para ver se reencontrava o Big Boy que já havia falecido. Coisa de doido isso.
Agora tragédia mesmo foi dormir numa noite qualquer de Setembro de 78 e acordar no dia seguinte sem a ELDO-POP, ela tinha saído do ar e ocupando o dial com a nefasta rádio 98.1 Mhz tocando música comercial, com locução, propaganda e sem o Big Boy.
Era o fim de um sonho de música de qualidade... Bom, por sorte ainda era os anos 70 e muito som já estava rolando.
Em relação aos discos um outro ritual se formava entre a malucada ligada no som o ato de ouvir disco.
Porque todo lançamento era cercado de lenda, era papo de doidão de fato e de direito passado de maluco para maluco. Era conversa que só o cara ligado no som entendia e o resto boiava...
A cada esquina era o ponto de convergência do que é chamado hoje de rede social de compartilhamento de informação.
A loja de disco, livraria, banca de jornal ou em uma biblioteca de bairro era o Google dos anos 70.
E finalizo assim esse pequeno texto de um tempo que não ficou no passado:
Olhando por um outro prisma passei de 71 a 78, ouvindo direto a Eldo-Pop, não foi nada mal não é mesmo?

conversa que só o cara ligado no som entendia, o resto boiava.que todo lançamento era cercado de lenda, era papo de doidão de fato e de direito passado de maluco para maluco.(70)
o de doidão de fato e de direito passado de maluco para maluco.(70)e todo lançamento era cercado de lenda, era papo de doidão de fato e de direito passado de maluco para maluco.(70)



terça-feira, 19 de setembro de 2017

MUDANDO DE ASSUNTO-DIFERENTE ATO DE OUVIR

Mudando de assunto...
Perceber piano, instrumento de sopro, guitarra não chega a ser tão complexo com todo respeito.
Para uma boa percepção ouvir a bateria peça por peça e a linha do baixo elétrico ou acústico de coloca apto a perceber o que cada músico executa.
Numa Orquestra Sinfônica, a dificuldade é mais profunda, ela trabalha em naipe. O melhor é ir percebendo os instrumentos da região grave, médio grave e sub-grave.
Ai é prática pura da ESCUTA propriamente dita.

Na família das cordas temos Violino, viola, violoncello aqui merece uma atenção.
Clarinete(3), Fagote(2), contra fagote, o grau de exigência é maior..
Depois basta lembra de um instrumento que vive anunciando sua chegada A Trompa(4)
Metais em brasa como trombone, trombone tenor, trompete(ou clarim nomenclatura antiga).
Seção de percussão no final é bom ficar ligado no que cada um executa.
Família dos contrabaixos geralmente 4.
1º Violinos(15) do lado esquerdo...Na sequência a turma dos Violoncelos.
Do lado direito o segundo escalão dos violinos(12)
Viola segue nessa sequência(10) para um densidade nos médios em contraposição dos violinos.
E por aí vai...
Como proferiu o finado Marcelo Rezende.
Com o seu jargão "Dá trabalho pra fazer".
Aqui é DÁ TRABALHO PRA ESCUTAR.

Nenhum texto alternativo automático disponível.

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

FRAGMENTOS...ARTE, SOM E ESCUTA


No geral o povo não sabe ouvir e nem escutar música.

Ela ultimamente tem servido de fundo para uma conversa cada vez mais alta e o som em último plano.
Em pleno processo de extinção, o curtidor de som de concerto.

A música, o som é uma arte. Arte ver, ouvir, tocar, sentir, apreciar. E respeitar de quem a produz.


Olha, deve ter algo muito de errado hoje.

No meu tempo(anos 70,80) e forçando uma barra para os 90, o quadro não era esse. E tenho apenas 56 anos...Tenho certeza disso...

Na arte da percepção, apreciação e escuta não existe lugar para achismo. Ela acontece em tempo real, se não prestar atenção perde o bonde do som. A concentração e entrega do som depende de uma união estável entre quem produz e de quem a ouve.
Se um lado bobear...Já era.

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

E um breve comentário sobre jazz.


E um breve comentário Coltraneano...

Ele criou o seu mundo de som, que influenciou não somente ao jazz, mas também a música clássica contemporânea, o pop, rock e funk.
Ele também praticou uma imersão em várias etnias de nosso planeta, em especial a música asiática, a africana e a do Oriente Médio. Coltrane pegou tudo isso, e colocou na música ocidental...

Coltrane se inspirava tocando com Miles que por sua vez inspirava Miles, no vídeo do tema "So What? Coltrane improvisa criativamente na variação de dois acordes desse tema.


O quarteto de Coltrane rapidamente colocou-se na vanguarda do jazz moderno.
Contudo, Coltrane não era desses músicos que se contentava com uma fórmula.
Estava interessado em fornecer uma maneira aos jovens músicos que recebiam entusiasticamente o espírito livre do seu som.
E assim é feita a entrada de Eric Dolphy e mais um vez o COLTRANE SOUND ganha novo rumo.


No quarteto de Coltrane, um cara merece a menção especial, Elvin Jones, sua liberdade e pulsação deixava Trane voando cada vez mais alto...

Durante o seu crescimento espiritual que teve, refletiu-se em seu som.
O disco "OM" foi o início, como começa todo o Mantra.
E assim, Trane mudando tudo...



Um relato.
Quando comecei a ouvir novamente esse disco "A Love Supreme" pela manhã a caminho da UniRio.
Um arrepio invadia o meu ser...
Ficava até com medo de sair do ar...Isolado do mundo através do fone...
Ficava calado o tempo todo...eu colocava o disco inteiro na função repeat, ele ia tocando sem parar a manhã toda...
Comecei a perceber cores que ainda não tinha captado.
E disse: O som do Trane é alienígena.
É a comunicação extra-terrestre no mais alto grau de PES(Percepção extra-sensorial)





Com Hermeto foi a mesma coisa...vendo pela primeira em 78 no melhor Festival de Jazz de SP.
Pensei comigo mesmo, caramba!! tudo soa diferente, é uma fusão de brasilidade com o ritmo brasileiro tocado de uma forma experimental.
A linha da improvisação não é baseada na estrutura do jazz, é oriunda do elemento criativo de cada um dos seus músicos.
A linha melódica traça uma conversa com a seção rítmica fora do beat do jazz, e tudo muito solto, o diálogo é livre entre eles.


 Com Hermeto, Trane, Miles, Bird, o som nunca mais foi o mesmo...



terça-feira, 5 de setembro de 2017

O JAZZ- UMA FORÇA ARREBATADORA


O jazz tem disso, ele te pega de um jeito que você não larga mais.

Adoro rock, progressivo, blues, Fusion, Clássico, instrumental brasileiro e na minha mente tem lugar para tudo e graças a minha pré-disposição entendo qualquer coisa musicalmente falando sem me ater a pré conceito, preconceito ou qualquer ato fundamentalista ligado a musica e os seus criadores não importando a vertente.
Mas o Jazz tem algo mágico, a linha da improvisação é sempre fascinante, o beat é a arrebatador, o baixo andando é surpreendente, o piano constrói e desconstrói tudo no tema...a bateria vem quebrando tudo na concepção ritmica, os metais ficam em brasas.
É o jazz que vive e sinto a cada dia da minha existência na Terra.
É um cara foi responsável por isso tudo, JOSÉ DOMINGOS Raffaelli, pai do grande camarada Flavio Raffaelli 
OBRIGADO

domingo, 3 de setembro de 2017

SOBRE A SEXUALIDADE.

Sobre a diversidade sexual
Existe desde que o mundo é mundo:
A decisão é de cada um.
Gato querer virar gata
gata querer virar gato
gato com gato
gata com gata
gato com gato, gata com gata e tudo misturado nessa gataria.
Não importa, desde Roma, Ilha de Lesbos na Grécia.
Como as pessoas "ditas como normais" querem mudar o rumo da história da diversidade sexual.
A Revolução de Stonewall provou que todos tem o seu lugar nesse planetinha confuso.
Será que somente eu respeita tudo isso e convive de boa com eles?
ATENÇÃO OS DITOS NORMAIS, VÃO PROCURAR O QUE FAZER.

 E tem mais, o que interessa a opção sexual das pessoas, o que impede que um homem hétero não transe com um homem, vale para a mulher também e vou mais longe: O que garante que um homem totalmente gay não transe com uma mulher e uma mulher na sua total essência lés não transe com um homem?

Fica o questionamento com uma boa dose de reflexão do pensamento livre.

terça-feira, 29 de agosto de 2017

MÚSICA E COMPORTAMENTO.

A música vai muito além do gosto disso e não gosto daquilo...Fulano toca mais...beltrano toca menos...o jazz é tudo...rock é melhor...que nada MPB que é o grande lance...nada disso...prefiro progressivo...blues é mais simples...A música erudita é a mais pura...
TUDO ERRADO...A música vai muito além disso: Requer estudo, dedicação, imparcialidade sonora, inventividade e amadurecimento. ISSO LEVA TEMPO E BOTA TEMPO NISSO.
E UM PÚBLICO EDUCADO A OUVIR O QUE ELA TEM DE MELHOR...
TEM MUITO MÚSICO...E POUCA MÚSICA..
Mais importante do que conhecer o trabalho de um artista(no caso) o músico é ter capacidade de entender a sua proposta musical.
Não creio que muitos tenham desenvolvido esse tipo de percepção. Isso leva tempo...horas e horas ouvindo, pesquisando, discutindo e tal...tal...tal...
No meu tempo, ouvia-se sons de 20 ' ou mais...hoje soa tudo tão rápido que mesmo o cara não estando nos seus melhores dias O PESSOAL APLAUDE...é tudo ligado no automático...Os sons passam e quase nada foi captado...Somente o momento. As pessoas falam demais nos lugares, ostentam pelo valor pago no ingresso, ficam com aquela ar posudo, sorrindo sem parar...discute-se de tudo...menos o som em questão.

Nessa seara tem a turma que realmente sabe ouvir e entender a introdução do tema, desenvolvimento do improviso e a conclusão final.
E o melhor som nem sempre vem dos medalhões que tocam quase sempre nos mesmos lugares criando um cartel onde acontece algo como:ninguém toca, só a minha galera.
Na rua rola coisa interessante, ou em lugares alternativos, longe do músico predatório onde vale a lei "tapinha nas costas e fora daqui que o lugar o meu".

É assim que procede-se em todas as esferas da arte pura.

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

CAUSOS SONOROS I


Hendrix era outro visionário...Quando tocou em Londres ficou sabendo que Paul McCartney e uma parte dos Beatles estavam na plateia...tocou uma versão de Sgt Peppers que os quatro cavaleiros literalmente caíram do cavalo.

O sargento foi promovido a tenente, a pimenta virou um ácido lisérgico e o clube dos corações solitários estavam cheios de gatas nuas.
Um loucura....um trio que mais parecia uma banda completa.



Jaco queria uma sonoridade do baixo acústico e teve que se reinventar, arrancou ele mesmo os trastes do seu Jazz Bass, passou uma massa epóxi, e o resto é história.

Sua levada veio através do cacarejar de uma galinha(soa até engraçado), seu tema "The Chicken" é um resumo do seu som
E certa vez, ele proferiu: o som não vem do meu baixo e nem do meu sistema de amplificador, e sim, dos meus dedos.

Quando Miles aboliu o piano acústico, convocou o jovem Armando "Anthony" Corea para pilotar o Fender Rhodes com distorcedor e passou ele mesmo a tríade de acordes que Chick poderia criar em cima.
Foi o jovem John Mclaughlin que levou Miles ao cinema para ver o Filme-concerto do Festival de Monterey e quando chegou a parte do Hendrix detonando tudo, ele disse ao Mclaughlin:
É esse som que estou pensando em fazer, John achou legal.
Ele simplesmente adotou os pedais empregado por Hendrix: Um wha-wha Cry Baby, Univibe, Fuzz Tone e eletrificou o trompete.
E o resto é história.

domingo, 23 de julho de 2017

ESCLARECENDO E CONSIDERAÇÃO.

Esclarecendo:


Não sou a palavra final em nada e tão pouco o jovem senhor sabe tudo(muito longe disso), apenas funciono como um GPS da ambiência cultural no Brasil e no mundo: Arte, cinema, som, música, ciência e tecnologia de informação, é a convergência nesse perfil Livre, Social e Democrático.


Totalmente conectado no entorno. Emprego a internet e tento sempre extrair o que há de melhor nela.

O resto não me interessa principalmente futilidade, disse e me disse e política.

Quando o músico se torna inrotulável é sinal que ele está criando o tempo todo.
O meio musical  de Sampa ainda é muito fascinante mesmo nessa crise e no atual ambiente predatório.
 Desde da entrada dos anos 90 o Rio de Janeiro amarga uma franca decadência musical. 
A galera que produz som de qualidade em Sampa, anda improvisando de verdade, fora do padrão americanista.
Em relação a ficar ligado no que acontece fica a sugestão: Não tenho tv por assinatura, tão pouco a tv aberta, Bostaflix? nem pretendo, meu canal onde EU ESCOLHO o que ver, ouvir, entender e consumir cultura de fato e de direito.
Atende pelo nome de YOUTUBE.

domingo, 16 de julho de 2017

Ainda sobre Janis no OI Futuro

Um depoimento para o camarada Lourenço Andre Travascio amigo e parceiro dos anos 70 do tempo de Jacarepaguá.
Quando esse jovem senhor sentado na cadeira dentro do Oi Futuro, no dia 25/06/17 ainda pensando como seria esse monólogo-concerto-espetáculo em nenhum momento ele esperou pelo erro ou por algo chamado cover que nada ele tem contra.
E segue a espera....Janis entra a luz paira sobre ela, o monólogo começa...É Janis no palco...
E de repente, a melodia da guitarra sugere algo arrebatador..." Ball and Chain" de Big Mama Thorton inicia...E lágrimas descem naturalmente e uma banda poderosa segue, e tão logo, ele se dá conta que JANIS VIVE.

E tem sido assim, toda vez que o jovem senhor se senta na fila 3c o arrebatamento acontece em 80'.

Que bom Lourenço Andre Travascio que você esteve também com Janis...Seria bacana se todos fossem Marcos Aurelio Trindade Lucia Trindade Dinho Sapo Silva mais esse Jovem senhor  e todos no mesmo dia, um ao lado do outro vidrados nesse monólogo-concerto-espetáculo para uma celebração de um tempo que ficou em nossa memória.

E finalmente hoje é uma breve despedida...Até uma próxima...
Dedicado também para Alice Cavalcante e Luísa Reis fazendo um belíssimo papel na produção e toda a banda, Em especial  Carol Fazu e a própria Janis .


Agora Mauro Wermelinger desabafa:
 Bom dia, Janis saiba que estou um pouco triste pelo fim dessa temporada. Contudo, sei que você vai cantar em outro espaço, o Cosmo conspira para tal. Você finalmente vai se premiada e reconhecida ainda mais pelo sistema vigente.

Sua banda é incrível, eles evoluíram com o passar dos anos 60/70...

E no dia 16 retorno pela quarta vez para o monólogo-concerto-espetáculo.

Tenha um bom dia, Janis e um abraço forte para a sua amiga Carol Fazu


segunda-feira, 3 de julho de 2017

Vida, cultura, grana...

Apesar das agruras da vida...
Ainda vivo pelo que acredito: Livros, cinema, arte, teatro, música, biblioteca, museu, ciência e tecnologia de informação. E pelos anos 70: Foi uma época mágica, por isso, não sinto depressão, tristeza, angústia, vivo na minha, criei esse mundo, e nele que vivo, e nele um dia  vou partir. Se muitos se adequaram ao sistema vigente, eu não, apenas vivo nele. Estou sempre  em linha reta e o preço pago por viver pela autenticidade é alto, tem que ser firme.
          No meu tempo a ferramenta de busca para encontrar concerto, cinema, teatro, exposição, e tal...tal...tal...Era o Segundo Caderno do Jornal do Brasil(Porque não lia o Jornal Globo). É por isso, que estive presente em quase todas, vivia ligado atrás de cultura e já era uma figurinha fácil nesse tipo de evento... Nem pagava para entrar pois sempre tinha alguém que me convidava, agora muito por conta do amplo conhecimento cultural que sempre fiz questão de passar. Nessa época já fazia o que hoje é chamado de compartilhamento da boa informação e como sempre andei de bolsa(desde de pequeno), sempre carregava livro, periódico, recorte de jornal e foi assim por mais trinta anos.
          Ter cultura nunca foi sinônimo de ter grana. Aculturamento se faz no interesse de cada um. Agora certamente o conhecimento musical adquirido veio através dos programas Eldo-Pop Rádio Globo. Noturno na JB FM, Arte Final Jazz JB AM, Tribuna FM, 60 minutos de música contemporânea JB AM, Radio Mec Fm para música clássica, Fluminense Maltida FM, através de muita leitura com uma forte tendência  de decorar ficha técnica, o que proporcionou o alicerce para essa construção.

   

sexta-feira, 23 de junho de 2017

SOBRE AS DROGAS.

Janis durante a tour em Frankfurt estava completamente sóbria, aliás, tocar com músicos profissionais a fez ficar mais séria em relação a isso. E notável seu alto poder de performance.
Bandas como a Full Tilt Boogie Band e a Kozmic Blues Band ficou mais do que provado que não podia ser do jeito que ela pensava apesar do seu potencial. Janis morreu porque estava muito tempo sem usar droga há mais de meses, estava gravando o disco que acabou saindo como póstumo o antológico "PEARL".
Seu corpo não aguentou a dose muito pura do cavalo branco e finalmente o cavalo branco a derrubou.
E o resto é história.
Droga e arte realmente não combina com nada, aliás, gozações à parte, ACHO ESSA COISA DA DROGA UMA MERDA.
Aliás, nunca entendi direito porque tanta gente se droga...Se consegue ser louco sem ela e muito mais...E o melhor, no controle total da situação.Quando comento sobre droga me refiro também ao álcool, ansiolítico, barbitúrico, anfetamina, Metedrina ou Metanfetamina, Speed e derivados...Todas elas são uma bosta.
Trabalhei por 20 anos de meia-noite a seis da manhã e via como os meus colegas se drogavam para continuarem acordados. Nunca precisei porque sacava que a energia estava no ar, bastava catalisar a mente e andar focado
E a contradição dessa história é que a grande maioria com aquela cara de bom moço, cabelinho cortado, barbinha feita, casados com filhos, na seção inteira somente eu com esse layout...E o mais sóbrio. Soube num outro dia que muitos já morreram... 
E quando a cocaína entrou no sistema bancário, ai foi aquela festa nos anos 80.... Sem cheiro, sem fumaça... Em cinco anos muitos morreram subindo morro atrás dessa merda branca. Era notável a turma toda elétrica por conta da cocaína...
Nos anos 70 tinha uma galera que pegava pesado, mal saia de casa parava numa esquina para tomar uma picada direto na veia, era muito comum naquela época. Eles misturavam anfetamina com água destilada e saiam do ar... As meninas tomavam na perna, coxas para não dar bandeira.
Tinha uma galera com os braços todos furados...Dava pena, eu deveria ter uns 14 anos..
Alguns perderam a perna por conta de atravessar a rua muito doido, uns morreram de overdose....Esse foi o lado negro dos anos 70. E hoje temos o crack e outras merdas... 
Janis era assim mesmo, levantava de manhã e dizia vou tomar uma picada, alguém falava, porque você está fazendo isso?
Ela respondia: Porque não tem nada pra fazer...
E bem por ai...
Quer um conselho, MANTENHA-SE LONGE DELAS...é fácil, ensine o seu cérebro a entender o significado da palavra EU NÃO PRECISO DISSO, simples assim, não precisa virar crente, ficar chato, moralista, reacionário e nem vai perder amizade por ser limpo. Sem querer tirar onda, sou o maior exemplo disso, quem me conhece sabe.


quarta-feira, 21 de junho de 2017

JANIS- NO OI FUTURO...OU DE VOLTA AOS ANOS 70.

De fato o espetáculo Janis surpreende por vários aspectos:
 O Contexto histórico do monólogo-concerto-espetáculo que permeia em detalhe a vida de Janis Lyn Joplin (Pesquisa sublime) de Diogo Liberano que teceu a história perfeita de Janis, não esqueceu nem sua aparição no Programa Dick Cavett Show, suas cartas para sua mãe e familiares, o detalhe dos gatos, seu drama...enfim, tudo muito detalhado.
Sobre Carol Fazu revivendo Janis Joplin.
 A interpretação e dote vocal da protagonista Carol Fazu reencarnando Janis sem ser caricata, expressão facial, modo de dançar, pronúncia perfeita das letras, amor, devoção e entrega pelo Universo Joplineano. Carol Pazu passa uma credibilidade sem precedente, como um atestado de qualidade indiscutível e indescritível ao retratar Janis, o mais interessante: Duas cantoras brancas soando negroíde a cada canção, a cada lamento, é o Grito do Escravo negro norte-americano sofrendo na plantação de algodão e nesse sentido, ambas são fidedignas. Além de uma potência vocal que alcança uma extensão surpreendente  no modo de cantar e interpretar Janis Joplin, Seu timbre é forte e bem afinado.
Sobre a equipe técnica que compõe o monólogo-concerto-espetáculo destaco:
Um figurino belíssimo pela equipe de Humberto Silva Jr onde realmente Carol Fazu é a própria Janis e ainda um salve para a preparação vocal de Patricia Maia que soube extrair toda a musicalidade da protagonista que sabe o que faz o tempo todo.
Sobre a banda:
Uma formação exemplar tudo muito bem tocado, indo além do Big Brother&Holding Company, sustentado por um baterista cuidadoso, timbre belíssimo com Eduardo Rorato.
Um guitarrista canhoto de 19 anos Arthur Martau tocando muito e um timbre simplesmente divino. Antonio Van Ahn pilotando um teclado com um som de Hammond emulando uma caixa Leslie perfeito, o sax tenor  de Gilson Freitas colocado com maestria nos temas em que o instrumento é exigido por conta do arranjo original...e o baixo elegantérrimo de Marcelo Müller sustentando e fraseando no momento certo.
Se Janis Joplin precisou de uma banda melhor do que a formação original do BBHC adotando a furiosa e competente Full Tilt Boogie Band para expandir seu canto e performance, no Monólogo-concerto-espetáculo  “Janis” isso não é necessário, a banda decola com ela durante os 80 minutos.
Tudo soa perfeito demais.. O monólogo-concerto-espetáculo  suplanta o distorcido  “é parecido”, “soa igual”...Tudo vai muito além do quesito comparativo...Tudo é vivo demais...Agora abrir com "Ball and chain" fez as lágrimas descerem..."Summertime" é ponto alto do espetáculo-concerto em meio ao alto nível apresentando.
Aspecto técnico:
Em relação à parte técnica, algo realmente belo de ser ver, ouvir e sentir, começando pela iluminação é um espetáculo à parte a cargo de Fernanda e Tiago Mantovani, o som por Branco Ferreira soa limpo, claro e sem perder o punch dos anos 70.
De fato, o mundo acabou nos anos 70 e no Oi Futuro com Carol Fazu e essa banda... Ela vive por 80'.  Foi duro ficar sentado e a emoção tomando conta a cada intervenção de Carol e os temas sendo costurados com maestria.

#JANISVIVECAROLFAZU

terça-feira, 16 de maio de 2017

A NOVA ERA DA INCERTEZA;

Fato que a situação econômica do Rio de Janeiro e do Brasil anda de mal a pior, a grana simplesmente sumiu. A ordem é segurar o que tem na mão e cortar ao máximo os custos.
Vivemos uma época estranha, de um tempo idem, de muita desconfiança, da total falta de grana e cultura. É a Nova Era da Incerteza em curso e detonando tudo.
          Até para um cara que vive no Mundo da Lua e de um jeito muito simples sente na alma a situação negra em que vivemos. O que ameniza são os livros, os discos, o som, a sétima arte, e toda forma de arte, meus gatos, meu trabalho, meu estudo, e com eles viajo sem sai do lugar, e nem preciso tomar nada para isso. 
Sentindo tristeza. Contudo, mantendo a mente firme, o equilíbrio, a sensatez para aguentar tudo isso.
As pessoas no geral perdem o senso por pouco, nervos em ponto de ebulição.Todo cuidado é pouco no tratamento interpessoal.
O ar anda bem pesado, basta dar uma volta e ver o semblante das pessoas...
E pensar que nos anos 70/80 esse mundo de hoje soa bem distante.

terça-feira, 2 de maio de 2017

ENFIM...ACABOU A SUPREMACIA...

 Enquanto muitos(as) encontram e não compartilham(o que considero um absurdo) faço exatamente ao contrário, tudo que encontro compartilho, por isso, não compactuo com certos grupos e pessoas que prezam pelo egocentrismo e egoísmo,
Não existe nada que tenha encontrado que não fiz o devido compartilhamento com acesso público.Essa turma está na Era do eu tenho, eu encontrei, só eu tenho acesso...kkkkkkkkkkTim Bernes-Lee acertou em cheio quando criou a internet, nivelou os povos acabando com a supremacia dos 'caciques' e hoje e faz tempo 'os índios' fazem a festa

quinta-feira, 27 de abril de 2017

ARISMAR...UM POEMA DE SOM...

Resolvi publicar no blog..

Arismar Do Espirito Santo muitos ao ater risam...
cristais de eco... 
há bem soados...
grave idade zero...
mente clara dez...
toque sem retoques...
toca da Lapa lucida...
gato que curte Zappa ama Hermeto...ouve Malta...Vinícius e Jotapê...
(sondaspalavras)...#juroquetudoésom...

sexta-feira, 14 de abril de 2017

BRASIL, A REALIDADE EM UM PARÁGRAFO


O atual Crime Organizado do Estado Brasileiro merece uma espécie de "Julgamento de Nuremberg" onde todos os políticos possam ser condenados pelos crimes que praticam contra um País que um dia teve "Ordem e Progresso'.

Hoje não passa de um País quebrado que vive uma desordem sem igual e um retrocesso a longo prazo sem precedente na sua história.

O Brasil hoje é um Pais desacreditado, assaltado, desigual,
A Era da Incerteza em curso...

Segundo Parágrafo(Em construção)
A classe política brasileira é uma fonte inesgotável e inspiradora(entre eles mesmo) para a propagação do caos, do mal, um câncer em processo de metástase, colocando uma nação inteira a padecer diariamente, por conta de sua ganância e sede de poder e grana.

domingo, 2 de abril de 2017

ESCUTA PRESTE ATENÇÃO NO SOM.


Tem horas que o perfil pega pesado com algum usuário(a) de rede social como o Facebook
Mas não é proposital, ele tenta fazer com que as pessoas que gostam de som realmente contribuam para a Percepção Extra-S😀✌️☮️ensorial da música, do som, dos músicos SEM BARREIRAS.
Que fique claro: Quando alguém comenta sobre som e fundamentado em conhecimento não precisa dizer que tem isso ou aquilo, claro que uma observação é válida.
 Contudo, o que vale mesmo é a sabedoria musical e sonora de cada um e que prevaleça o senso estético-musical sem sobrepor o ego e a tal ostentação. Pelo comentário fica claro o grau de conhecimento de cada um ao EXPOR SUA LINHA DE PENSAMENTO E CONHECIMENTO.
#TENHODITOATESTOEDOUFÉ,

Ouvir sem comparar...com certeza vai sentir e ouvir muito melhor...
#TENHODITO


O que tento fazer?
Transpor em texto tudo aquilo que ouço há mais de 40 anos.
Tento transformar o som que escuto em uma história. 
E agradeço por ter tanto músico bom ao meu redor, os presentes e os ausentes.

terça-feira, 14 de março de 2017

A ECM PARTE 1

Quando a ECM começou o seu aporte por aqui pensei: O que está acontecendo com o som? cadê a métrica? a pulsação, o tempo 1...o beat do jazz americano, o walking bass...Eles num passe de mágica sonora desapareceram...O som passou a ser concebido de uma maneira flutuante dentro do estúdio do alemão Manfred Eicher que simplesmente deixou rolar a gravação do seu cast.
A ECM simplesmente decidiu fazer 'o melhor som depois do silêncio"
Aboliram também a foto do artista na capa principal substituindo por paisagem abstrata...
Até Jaco gravou na ECM, John Mclaughlin participou mais tarde no disco "Making Music" do tablista Zakir Hussain...

segunda-feira, 13 de março de 2017

WERMELINGER CLOUD

https://www.facebook.com/notes/mauro-wermelinger/wermelinger-cloud/1425609604155777

terça-feira, 7 de março de 2017

WEBER, EBERHARD

A história desse disco, foi o primeiro que comprei quando a Polygram dentro da série Classics que lançou uma leva bacana dos discos da ECM nacional (bem mais em conta)entre 79/80.

Já conhecia o alemão IBIHARD WIBAR(pronúncia alemã) e pirei com esse solo...

Ouvi tanto que decorei as passagens mentalmente...
Olha é um assunto profundamente sério esse tema.



O alemão Weber, Eberhard deu uma linguagem única ao contrabaixo eletroacústico com a equivalência ao feito por Jaco Pastorius no baixo elétrico.

Músico vanguardista do renomado selo do visionário e ex-contrabaixista da Orquestra Sinfônica de Oslo, Manfred Eicher,

Que também teve a sacada de não estampar a face dos músicos na capa.
Dando ênfase na capa carregada de arte.
Fora a qualidade de captação de gravação e do som praticamente criado na hora dentro do estúdio.
Um belo dia ele disse: A ECM é "o melhor som depois do silêncio"
Ele tem razão até hoje. Som para poucos e uma audição ampla, geral e irrestrita completamente desprovida do estado comparativo.
ECM -Edição de música contemporânea.
ECM- Estado Concentrado de Música.




sábado, 4 de março de 2017

ZAPPA- ALGUMAS DEFINIÇÕES.


Algumas definições do UNIVERSO ZAPPA.
Zappeiro aquele que curte Zappa.
Zappista- o cara que saca muito de Zappa.
Zappatesco- Universo de Zappista que vivem imerso nesse mundo Zappa.
ZAPPARIA- Um monte de Zappistas conversando sobre o Universo Zappa.
Zappa-maníaco, apenas gosta e curte.
Zappa Fundamentalista- aquele que só ouve Zappa o dia inteiro...De vez em quando faço parte..kkk
Zappólogo- PHD em assunto Zappa: Ex: O reverendo Fábio Massari que lançou o livro "Detritos Cósmicos"

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

EVOLUÇÃO-REVOLUÇÃO-DERROCADA-INVOLUÇÃO

De fato a década 50 com os Beats,o  Bebop, o Rock and Roll nos 60...o início da contracultura em meados nos anos 60...E a explosão definitiva de uma década inteira criativa, os anos 70 mudaram o mundo e até hoje ecoa.

Dos anos 80,90, 2000 Quase ninguém se lembra.
Será que vão contar algo de revolucionário da década de 80 em diante??
Os beats iniciaram a revolução com sua literatura e o seu inconformismo...os anos 60 com sua rebeldia...Entre o final dos anos 60 e adentrando a década 70, LIGARAM A REVOLUÇÃO.

Na década de 80, a força-motriz de toda essa eletricidade começava a perder força...Nos anos 90 entrando em curto-circuito...
Na entrada do número 2 com mais três zeros...O blecaute começou a dar sinal de vida.
Em 2017 a luz de vela tentando iluminar o que sobrou...Depois ninguém sabe.
Três décadas de construção criativa(50/60/70)

80 uma década transitória;
90/2000 a desconstrução caminha...2017 a derrocada é cada vez mais forte.