quarta-feira, 6 de abril de 2016

MITCH MITCHELL E KEITH MOON...Dois alicerces a serviço do rock

Esse é um artigo que vou tentar contar aos poucos sobre dois baluartes da bateria, Keith Moon e Mitch Mitchell sob o meu ponto de vista.(Em fase de elaboração)



 Mitch Mitchell com forte formação no jazz foi o suporte perfeito para os voos de Jimi Hendrix.

Empregava a técnica "traditional grip" de pegar a baqueta e tocava solto o tempo e bem fora dos padrões da época. Músico dotado que  tinha muita energia ao tocar e por vezes empregava o bumbo duplo, um músico muito atento no seu instrumento, ouvia tudo que Hendrix tocava e ia incendiando atrás, costurando frases de batera com a guitarra criativa de Hendrix.

Ele tinha uma noção incrível do que estava acontecendo e mesmo não sabendo o que ia acontecer por conta da imprevisibilidade de Hendrix fazia o concerto levantar voo e tocando sempre de uma maneira diferente.

Hendrix, numa entrevista para a revista Melody Maker, em julho de 1968, afirmou: "Mitch está se tornando um monstro na bateria. [...] Ele é o cara que eu me preocupo em perder. Ele está ficando tão forte atrás de mim que me assusta!".

Fato esse com o fim da Band of Gypsies, composto por Billy Cox e Buddy Miles, Hendrix tratou de reagrupar o trio com Mitch Mitchell de volta as baquetas. Hoje o Jimi Hendrix Experience é ponte de referência sonora aos estudiosos e agora soa completo no Cosmo. Creio que nesse época, dois bateras ditavam a regra de tocar solto o tempo todo: Keith Moon e Mitch Mitchell. Se Keith Moon tocava insanamente solto e por muitas vezes pela  deficiência gerada por Peter Townshend, principalmente ao vivo, Mitch Mitchell tocava totalmente solto e focado por conta da mente criativa de Hendrix e pelo voo proporcionado por ele, o que possibilitava dar o suporte e parecer um solo ao mesmo tempo, tamanha a liberdade que ele tinha dentro do trio.(Continua)








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