sábado, 27 de outubro de 2012

O SOM INSTRUMENTAL DA LAPA

O SOM INSTRUMENTAL DA LAPA Uma nova geração surge o que considero a segunda pós-a turma do Itiberê. Leia-se Bruno Aguilar, Vitor Gonçalves, Bernardo Ramos, Joana Queiroz entre outros (as). A tendência agora e recomeçar um novo ciclo, o jazz latino que vai abrir uma nova frente. Não aquela velha fórmula dançante(também) mas dando lugar as práticas interpretativas dos seus interlocutores na execução dos temas propostos. Clássicos do jazz, da nossa MPB sendo executados ao molho do som latino. Fazendo desses temas ficarem com algo a mais- o fator criativo da proposta em si. Certamente o jazz moderno tem sempre o seu lugar, assim como a bossa e a nossa rica MPB. Mas é preciso mais swing (somos brasileiros) A percussão ajuda a inflamar o local e dando espaços para improvisos fora do sentido estético bebopeano. E com certeza isso está fazendo diferença a não preocupação em ficar repetindo fórmulas e literalmente estudando no palco o que torna o concerto previsível. Isso sem o radicalismo e o excesso de polifonia. Não vejo espaço pra isso hoje e principalmente na LAPA. O som hoje é imediatista e se consegue com o esmero nas estruturas harmônico-melódicas de fino trato sonoro. E com essa terceira geração de músicos como Rodrigo Ferreira, Leandro Freixo, o baterista Guga, Daniel Santos (saxofonista uruguaio) Vanessa Rodrigues (teclados) se consegue um resultado muito superior do que é produzido hoje na Lapa (ela vem cansando da mesmice sonora) já comentei sobre isso (ver em notas).Nunca faria sentido um som muito atonal e complexo na Lapa. Até é possível, mas... o problema é audiência que emburreceu o cérebro deles andam em compasso 2/2 bebem demais, deixando tudo muito lento. A audição é muito rápida, o cérebro trabalha mais e com as substâncias etílicas ele fica em compasso de espera e o som já foi e veio outro... Aos novos construtores sonoros da Lapa mãos à obra e som neles.

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