segunda-feira, 10 de outubro de 2011

SOBRE O SOM DO CELSO PIXINGA NO THE ORLEANS-06/10/11


por Mauro Wermelinger, sábado, 8 de outubro de 2011 às 00:33(publicado como nota no meu facebook)

Cercado de bons instrumentistas, o baixista e empreendedor sonoro, opta por um som instrumental dançante, preferindo ir por esse viés, com fórmulas já tocadas antes por bandas como Average White Band, Parliament, Funkadelic, Tower Of Power e não tão longe assim BANDA BLACK RIO.

Certamente, não estou aqui para demérito da sua capacidade de tocar, porém tem preferido o caminho do groove, com fórmulas burocráticas, com levadas já exploradas ao máximo por esse tipo de formação. Certamente para uma noite de quinta num bar, onde pessoas vão para se divertir, nada melhor.

Deve-se sim pensar em produzir algo mais bem elaborado, dando enfâse a composição e arranjos mais ousados.

O Naipe de metais( ( Wagner Barbosa ( sax ), Douglas Felicio Ferreira ( Trombone ), Marcos Will ( trompete) soa eficiente e nada além disso, volto a escrever sem demérito aos instrumentistas, ainda muito longe de um naipe das grandes bandas de soul e funk americanas que aqui nos tentamos reproduzir há anos. A Banda Black Rio deu um roupagem mais brasileira a esse tipo de formação.

O baterista(Cristiano Rocha) toca redondo o tempo todo como pede a esse tipo de som. Na guitarra de Fred Tamgari fazendo a famosa base com wha-wha e palhetadas swingadas cumpre com eficiência o seu papel.

E cuidando da parte harmônica a pianista, tecladista e compositora Lis de Carvalho que tem usado os mesmos modos e formas de acompanhamento nesse tipo de formação e som. Seu timbre do teclado não é dos melhores(talvez falte uma atualização ou pesquisa no banco de sons) é certo que nos graves(mão esquerda) o pouco que ouvi não soou agradável.

Certamente, não tiro a sua contribuição no cenário da música instrumental paulista.

Lis de Carvalho, não anda tocando em grandes formações, tem se dedicado a lecionar na EMESP-TOM JOBIM(exercendo uma enorme contribuição na formação de novos músicos)

Claro que a mesma, recentemente tocou no Festival de Jazz em Bento Gonçalves(Porto Alegre, 27/09/11) liderando pela primeira vez o seu quarteto(em mais de 25 anos de atuação) e mostrando temas do seu primeiro disco solo "CAMINHO DE DENTRO" que contou com os músicos: Célio Barros(baixo fretless) e proprietário do estúdio PMC(onde Lis, finaliza o seu disco) e Daniel Alcântara(trumpete e flugelhorn) e o baterista e educador musical Giba Favery.

Infelizmente, não tem um bom material no youtube dessa sua estréia como líder do seu quarteto.


Certamente, não estava presente no show o que vi foi pelo canal do youtube com aquele seu som sofrível de mp3 e para piorar tudo filmado por celular o que torna o produto ainda pior e longe de ser um concerto, apenas um show. Onde praticamente a música nem requer uma audição mais apurada por parte do público sobre o som do Celso Pixinga e a Moving Light Band.

Tenho reparado que desde dos final dos anos 80 a nossa boa música criativa instrumental brasileira vive um ostracismo.

Em parte por culpa do músico que prefere o apelo fácil, mesmo sendo instrumental e o público que perdeu sua exigência musical.

Eu ainda prefiro o seu formato de quarteto que tem mais apuro instrumental.

Esse trabalho foi calcado em parte da Moving Light Band uma banda mesclando, jazz e funk. Com uma diferença tinha um naipe de vocais que fez falta nessa apresentação. Nesse formato soaria mais dentro do contexto. já que foi concebida para ser assim o que não impede a sua mudança na formação.

Sei da capacidade do grande Celso Pixinga que tem usado mais a técnica do pizzicato, deixando um pouco de lado o seu lado slap que o tornou tão conhecido no meio. Com mais ensaio, mais vontade de criar algo novo, Pixinga com certeza vai alçar vôos mais altos.

Música criativa precisa de risco, arrisque para o a saúde musical desse País.

Ele mesmo define o seu som com esse texto:

Celso Pixinga, Wdm Brass ( Wagner Barbosa ( sax ), Douglas Felicio Ferreira ( Trombone ), Marcos Will ( trompete ) Fred Tamgari ( Guitarra), Lis de Carvalho ( Teclado ), Cristiano Rocha ( Bateria )....um show para se divertir com muito groove!!! Abraços.Um show para se divertir, apenas isso.

No meu tempo groove significava levada, agora americanizou de vez GROOVE.


Enfim, Celso Pixinga é um grande músico, porém indo pela via do mais acessível. Talvez preocupado com o mercado.

ADENDO:

Na verdade Pixinga sempre optou em tocar groove e levadas. Alçou fama por ser o slap mais rápido e depois de uma curta temporada no BLUE NOTE em NYC.
Uma técnica que cansa um pouco, por soar repetitiva e metálica demais.
Sem dúvida um grande músico que financia os seus projetos.
Deveria pela experiência que carrega, ousar mais no quesito arranjo e composição.
Ao meu ver o seu som fica sempre com uma leve sensação que beira ao comercialismo, apenas produzindo música sem letra.
Apesar de ser endoser dos baixos CONDOR o timbre desses instrumentos não são dos melhores na minha modéstia opinião.
Nem o fretless fabricado pela CONDOR, se compara com o timbre e sonoridade de um Fender Jazz Bass.


DISCOGRAFIA:





2006
2006 - Celso Pixinga Bossa Jazz

2008
2006 - Dupla Dinâmica

2008b
2004 - Todos por Um

2008c
2000 - O Condutor

2005 - CD - Celso Pixinga - S.O.S. Baixo

S.O.S Baixo (S.O.S Bass) is the newest Celso Pixinga's project along with the release of the CD "S.O.S Baixo", by Mix House Records.

The performance of Pixinga's new band travels with a lot of swing throughout the World Music with a very much competent and in tune band.

S.O.S Baixo is a show that can be seen all over the world. In the repertoire, interpretation of Charlie Parker, Tom Jobim and Jaco Pastorius, along with Celso Pixinga's compositions.

Musicians:
Giba Favery - Drums
Fabio Santini - Electric Guitar
Tata Andreatta - Keyboards
Rita Kfouri - Vocal
Maria Diniz - Vocal
Celso Pixinga - Electric Bass
2004 - CD - Celso Pixinga - Ao vivo

2003 - CD - Celso Pixinga

2000 - Celso Pixinga Trio-Quase Acústico

2000 - CD - Celso Pixinga & A Gig

1997 - CD - Celso Pixinga - Mr. Funk (Relançamento em CD do álbum de 1990)

1996 - CD - Celso Pixinga & PX Band - Wake Up

Com um misto de Baião, Jazz, Samba e Funk, este CD foi escolhido para representar o Brasil em Nova York, sendo Celso Pixinga o único contrabaixista brasileiro a tocar no Blue Note.
1995 - Celso Pixinga-Vôo Livre

1994 - CD - Celso Pixinga - O Sonhador

1992 - CD - Celso Pixinga e Pavio Curto - A Light At The End Of The Tunnel

1990 - LP - Celso Pixinga - Mister Funk

1987 - LP - Celso Pixinga - Pixinga


CELSO PIXINGA
Contrabaixista, compositor, arranjador, diretor musical e educador


Celso Pixinga,é também o idealizador e produtor dos Festivais de Baixo que se realizam há 3 anos em todo o Brasil, o chamado: IBT BASS FESTIVAL e com 25 anos de carreira solo, é considerado um dos maiores contrabaixistas do mundo nos baixos de 4,5,6 , fretless e acústico.
• Depois de ter tocado com grandes nomes do cenário internacional e nacional como DAVE WECKL, GONZALO RUBALCABA, ROMERO LUBAMBO, TAJ MAHAL, TODD JOHNSON, JIM STINETT, EDUARDO E SILVINHA ARAÚJO, GAL COSTA, EVANDRO MESQUITA, JANE DUBOC, LAURA FINNOCHIARO,, ANA CARAN, ANGELA RORÔ, JESSÉ, WANDERLEA, DUDU FRANÇA, MOZART MELLO, FAT FAMILY, VICTOR BIGLIONE, ROBERTO SION, NELSON AYRES, HEITOR TP, TOM AREY, EVERETT PENDLETON, DAVE DICENSO, MICHAEL MANRING, RIQUE PANTOJA entre outros.

• Discografia: 20 CDs e 4 DVDs de show.
• Material Didático: 7 Video-aulas , 1 Método de Contrabaixo de Slap(coleção Toque de Mestre),1 Play Along do CD Quase Acústico de Celso Pixinga.
• Celso Pixinga foi o primeiro baixista brasileiro a lançar um CD no Blue Note de Nova York e é considerado pela critica especializada Mundial, o baixista MAIS RAPIDO DO MUNDO.
• Em 2009 e 2010 participou do New Hampshire Bass Fest (Berklee) dando aula e tocou em Boston no “House of Blues com o quarteto “Two Four”
• Atualmente dá aulas de contrabaixo na EMESP (Universidade Tom Jobim), é Coordenador na área de contrabaixo da Escola EMT (Escola de Música e Tecnologia), viaja pelo Brasil e exterior dando workshops, apresentando-se com sua banda e realizando os Festivais de Baixo pelo Brasil. ENDORSES ATUAIS: Condor, SG, Basso, Power Click, Mendes-baixo vertical, MASTER AUDIO. JÁ FOI ENDORSADO PELAS MARCAS: Meteoro, Tagima, Tobias, Ampeg, Roland, Warwick, Pezzo, Peavey, D’addario entre outros.

CELSO PIXINGA DVDGRAFIA


DVD O Jogo - Celso Pixinga

Descrição:

Pixinga mostra toda a sua habilidade ao lado dos grandes músicos Giba Favery (bateria), Fábio Santini (guitarra) e Wagner Barbosa (sax alto). Um show comemorativo dos 25 anos de carreira, foi gravado ao vivo em São Paulo. Quatro câmeras captaram vários ângulos do espetáculo comandado pelos músicos, acompanhados por mais de 350 espectadores nos dois dias de gravação. Além do show, o DVD traz Making Of com entrevistas de diversos nomes da musica instrumental brasileira. Fãs, alunos e "sobrinhos" de Pixinga também homenageiam o mestre. Afora tudo isso, há os ensaios do quarteto e uma seleção de fotos exclusivas para o DVD.

Detalhes do produto:

Autor/Artista: CELSO PIXINGA
Idioma: Português
Formato: DVD
60 minutos

Guitarra - Fábio Santini
Sax Alto - Wagner Barbosa
Bateria - Giba Favery

Preço: R$ 45,00




DVD Ao Vivo - Celso Pixinga

Detalhes do produto:

Autor/Artista: CELSO PIXINGA
Idioma: Português
Formato: DVD
60 minutos

Guitarra - Fred Tangari
Teclados -Lis de Carvalho e Zé Carlos Godói
Percussão - Kadu Fernandes
Bateria - Giba Favery
Flauta - Léa Freire
Vocais - Maria Diniz, Rita Kfouri, Luis Bastos, Vera Veríssimo e Lupa Mabuz

Preço: R$ 30,00




DVD S.O.S - Ao Vivo - Celso Pixinga


Descrição:

Show com músicos: Celso Pixinga(Contraixo), Lis de Carvalho(Teclado), Giba Favery (Bateria), Fred Tangary (guitarra) e Pedro Cunha(Teclado).

Detalhes do Produto:

Autor/Artista: CELSO PIXINGA
Idioma: Português
Formato: DVD
60 minutos
Ed. Aprenda Música

Preço: R$ 30,00








Um comentário:

  1. Na verdade Pixinga sempre optou em tocar groove e levadas, ficou famoso por ser o slap mais rápido.
    Uma técnica que cansa um pouco, por soar repetitiva e metálica demais.
    Sem dúvida um grande músico que financia os seus projetos.
    Deveria pela experiência que carrega, ousar mais no quesito arranjo e composição.
    Ao meu ver o seu som fica sempre com uma leve sensação que beira ao comercialismo, apenas produzindo música sem letra.
    Apesar de ser endosser dos baixos CORT, não aprecio o timbre desses instrumentos.
    Nem o fretless fabricado pela CORT, não chega aos pés de um Fender Jazz Bass.

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